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quinta-feira, 22 de março de 2018

Psicanálise, o inconsciente e o cocô.


Você já testemunhou ou já soube de um caso assim:
 uma criança pequena dando cocô de presente?

Freud explica.

Sabe o inconsciente?
É aquela parte de nós que a gente não enxerga e jura que não tem nada a ver.

É também aquela região obscura onde nossos pensamentos, fantasias e predisposições começam a tomar forma.


De acordo com a Psicanálise,
há no inconsciente uma
 equivalência simbólica
entre o dinheiro, o pinto, presentes, as fezes e o bebê.

Para quem nunca ouviu falar disso, parece loucura, eu sei.

E é mesmo.

Isso porque o que chamamos de loucura são situações em que o inconsciente
transborda do porão e se espalha por todos os lados.

É o inconsciente a céu aberto.

Aí, o louco faz e fala coisas estranhas e desconexas, aos nossos olhos,
que incomodam e mexem com a gente.

A verdade inconveniente é que todos temos um louco/a dentro de nós.

Agora, o fato de ser loucura não significa que não seja real — muito real, aliás — e que a dimensão simbólica não tenha um papel fundamental em moldar a experiência de realidade de cada um.

Nossa mente profunda opera a partir de uma lógica própria. E é por meio dessa lógica — e não da racionalidade — que os sentidos que damos às coisas vão se desenhando.


As fezes adquirem valências opostas
dependendo da perspectiva.

Conforme a gente vai crescendo,
 a gente pode se relacionar com o cocô basicamente de duas maneiras:

1. Como algo sujo e destrutivo.
A gente assume que as fezes são algo sujo (e, portanto, também o dinheiro, mais tarde) quando temos por volta de 2 anos de idade.  A gente passa por uma etapa que Freud chamou de Fase Anal Expulsiva.
Antes que a criança aprenda a controlar a hora e o lugar de fazer cocô, aquilo dentro dela fica associado a algo tóxico, que precisa ser expelido.

2. Como algo precioso, uma criação pessoal, uma obra de arte.*
No estágio seguinte, a criança já consegue controlar melhor seus músculos, aprende a usar o penico e vai abandonando as fraldas. Então, a situação se inverte.
Você agora tem cerca de 3 anos de idade. Está vivendo o período do desenvolvimento que ficou conhecido como Fase Anal Retentiva. O cocô passa a ser sentido como algo valioso. Algo que você deve reter dentro de si.
É bem comum, ao longo dessa fase, que a criança mostre seu cocô aos outros, com orgulho. Também ocorre usá-lo como tinta para pintar as paredes.

Ou dá-lo de presente.

Retirado do site: medium.com

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