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segunda-feira, 9 de abril de 2018

A merda e a Criatividade

pilha de livro com coco
 Autor Amigo Este é um texto escrito por um parceiro do blog.
por Renan Ryuji. 30 anos, gay, RJ.


Outro dia conheci pela net mais um scater de fora da RJ, trocarmos Skype e travamos longas conversas sobre merda e sobe outros assuntos, como é normal acontecer. Então um dia ele me disse sua profissão e coincidia com a minha. Aí depois disso parei pra pensar e lembrar de todos os scateiros com quem já conversei, e comecei a lembrar suas profissões: vários jornalistas, atores, professores de artes, publicitários, designer, cineastas, arquitetos, bailarinos, e até um roteirista de cinema; e apenas 3 médicos e 2 engenheiros, sendo que desses cinco últimos 3 deles já praticaram ou ainda praticam alguma atividade de artes (teatro, dança, música). Diante dessas informações notei uma coincidência: a maioria tem um trabalho que diretamente se usa da criatividade, ou tem envolvimento direto com atividade criativa fora do trabalho. E então me questionei: teria o fetiche por merda relação com a criatividade? Ou seria apenas uma estranha coincidência eu ter as pessoas certas com essa característica?

Inevitavelmente me lembro de Marquês de Sade que viveu entre os séculos XVIII e XIX. Talvez o primeiro registro documentado de alguém que escrevia abertamente sobre as perversões sexuais mais diferentes, incluindo o tema scat, com fantasias e fetiches todos escritos de maneiras mais despudoradas e escancaradas o possível. É claro que por causa de suas obras altamente libertinas, foi perseguido, preso, sendo que escreveu a maior parte de suas obras na Prisão da Bastilha. Sua profissão: escritor e dramaturgo, mais uma vez vemos aí a criatividade conduzindo a situação.


A criatividade se desenvolve nas pessoas desde a infância, quando a criança se vale a imaginação para criar o novo, explorar o novo, transformar o ambiente segundo a sua necessidade e pode ser incentivada pelos adultos através de elogios ou estímulos. Isso é um fato. E convenhamos, nos scaters somos bem criativos nas nossas fantasias: já ouvi de cara que ele tinha vontade de fistar alguém, e depois que cu estivesse bem aberto queria cagar diretamente dentro cu. Fantástico! Eu mesmo tenho cada ideia de receita de merda com comida que até eu me surpreendo. E parece que quanto mais o desejo aumenta, mais a gente quer fazer coisas diferentes, mesmo a despeito de sabermos que as pessoas “comuns” iriam achar repugnante. Ou seja, é uma transgressão, tal como arte. Coincidência?

Mas afinal seria essa relação verdadeira? Tenho muita vontade de ir mais afundo nesse assunto, e comprovar ou refutar essa hipótese. Mas realmente seria uma pesquisa difícil de levantar dados e ainda mais difícil apresenta-la ao público. Concordam comigo? Diga aí no comentário a sua área de trabalho ou estudo, pra gente de repente continuar viajando nessa hipótese.


Abraço!

2 comentários:

  1. Achei muito interessante a teoria, nunca havia pensado sobre isso.
    Acho que a relação pode ter a ver com os criativos buscarem mais experiências multissensoriais, e também com o fato de serem pessoas que normalmente estão mais abertas a novas perspectivas. Então não significa que não tenham muitas pessoas com profissões analíticas que gostem, mas talvez eles sejam mais travados para admitir e experimentar coisas diferentes do padrão devido a forma que estão acostumados a lidar com as coisas no dia a dia.

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    1. Você concluiu meu pensamento de forma muito mais concisa, e digamos, até precisa. De fato os criativos estão bem mais abertos à experimentação.

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