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quarta-feira, 11 de abril de 2018

CP e sua primeira vez com peidos.

 Autor Amigo Este é um texto escrito por um parceiro do blog.
por CP. 25 anos, hétero, RJ.


Fala pessoal, fico muito feliz em poder contribuir aqui no blog e trazer um pouco das minhas experiências e conhecimentos sobre os fetiches que tenho.
Como disse no e-mail que mandei eu venho me interessando por scat e gosto de mijo, cuspe e algumas práticas do universo BDSM, mas meu fetiche principal é por peidos. 

Acredito que quem não é adepto da prática, ou ainda está iniciando nesses fetiches, mas não praticou possa se perguntar: “como você pode gostar de peidos?”. Bem, eu me perguntei isso no começo também, como eu posso sentir prazer em ver uma mulher peidando? (lembrando que sou hétero e só tenho atração quando isso é feito por uma mulher)

Meu primeiro contato com essa prática foi através da pornografia. Eu estava tranquilamente vendo alguns vídeos quando me deparei com um, no qual um garoto via sua “prima” no banheiro (filme profissional, lembrando que divulgar os outros na internet sem consentimento é crime e uma enorme atitude de fdp). No filme, ela estava sentada na privada e soltava vários peidos até se levantar, mostrar para ele a bunda e soltar mais alguns diretamente para a câmera. Na hora que eu vi isso não acreditei, primeiro por aquele tipo de situação que eu nunca havia imaginado ver e porque em vez deu sentir repulsa (que seria a reação socialmente esperada), eu senti muito tesão. Com aquele medo de me aceitar e na fase de negação eu acreditei que fosse apenas por causa do cu dela, pois sempre gostei muito de práticas relacionadas ao sexo anal.


O tempo foi passando, eu continuei a vida normalmente, assisti depois outros vídeos mais tradicionais, mas eu não conseguia tirar o vídeo dos peidos da cabeça e foi aí que eu comecei a perceber que meu tesão realmente tinha sido pela situação em que a garota peidava, o cu era, na verdade, o complemento daquilo tudo.

A partir daí eu passei a pesquisar mais sobre isso, descobri que o termo em inglês era fart, que isso era um fetiche e que eu podia tentar encontrar mais conteúdo sobre o assunto. Só que eu sempre sentia aquela culpa toda vez que eu via algo assim e gostava. Na época, inclusive, por volta de 11 anos atrás, não havia tantos vídeos por aí como tem hoje, então o que tinha disponível era apenas um pouco de pornografia e em alguns sites bem hardcores. Foi aí que eu conheci o scat, pois muitos lugares mostram a mulher peidando apenas como o anúncio do que vem depois.

Só que eu nunca desisti, tiveram épocas que eu tentava negar o fetiche, mas eram inúteis, porque quando eu voltava a procurar era mais intenso e eu queria mais daquilo. A falta de literatura real sobre isso me incomodava muito, porque eu me sentia estranho e solitário nesse fetiche. Até que comecei a achar alguns fóruns (sempre de fora do Brasil) e passei a ver que outros dividiam isso, cada um com suas peculiaridades, mas com o objetivo igual, o peido. 

Com isso, eu comecei a me aceitar melhor e entender o porquê eu gostava disso. Por isso sempre falo, o mais importante é se informar em vez de se reprimir, seja sempre mente aberta; se você gostar de algo se informe, mesmo para que depois de um tempo você chegue à conclusão que nem gosta tanto daquilo de verdade, ou que realmente gosta e descubra como pode fazer aquilo com segurança.

Nesse momento, eu já sabia que gostava desse fetiche e fui entendendo que o que me excitava não era o peido em si, mas a garota que estava fazendo. Fui percebendo que era a situação que mexia comigo, tanto que atualmente considero que o maior prazer do fetiche por peidos é a intimidade e confiança.
Com tudo isso definido dentro da minha cabeça e sem aguentar mais apenas ver vídeos sobre o assunto, decidi que era hora de trazer aquilo para o mundo real e foi nesse momento que veio todo aquele medo do começo de volta. Eu sabia que gostava da intimidade, gostava do som e de ver o peido saindo diretamente do cu (ou seja, estímulo emocional, auditivo e visual), mas isso sempre pela internet, na internet não tem cheiro e nem a outra pessoa na sua frente, eu não sabia como ela reagiria a isso e nem como eu reagiria pessoalmente.

Só que como a curiosidade e o tesão falam mais alto, passei a buscar pessoas em todos os lugares, mas sempre protegido pelo anonimato. Como de esperado, fui chamado de todos os adjetivos para loucura que existem. Só que em meio a tanto estranhamento fui conhecendo garotas legais e com a mente aberta para isso, algumas curiosas, outras que já se sentiam à vontade em peidar no dia a dia e que acharam interessante poder fazer isso para alguém, e foi aí que percebi que além da intimidade esse fetiche pode trazer liberdade as garotas que sempre são oprimidas socialmente para não fazer isso na frente de ninguém, mesmo com seus parceiros sexuais. Percebi aí mais uma coisa sobre meu fetiche, que é a libertação, é você ver a pessoa como ela realmente é, sem pudor nenhum.

- Porque todo mundo peida, só que normalmente escondem isso, e o que sempre eu digo é: alguém com esse fetiche deixa o parceiro/parceira totalmente à vontade, ela pode peidar o quanto quiser, e em vez de nojo, a pessoa que tem o fetiche ainda vai ficar feliz e excitada com a situação. -

Voltando a minha busca por uma parceira, eu achei um site que se chamava anonyfish (saudades). Era uma espécie de fórum evoluído, no qual, você criava um apelido e podia publicar frases com a opção de exibição delas para homens, mulheres ou ambos. Se a pessoa gostasse do que você escreveu ela ia e respondia diretamente para você, basicamente um tinder de ideias. Lá eu percebi uma oportunidade e passei a postar coisas como “procuro mulheres que gostem de sexo sem frescura”, muitas respostas vinham, mas na hora de explicar o que era elas não gostavam ou inicialmente gostavam, mas sumiam depois sempre com uma mensagem de culpa por ter pensado naquilo. Até que um dia encontrei uma garota, também do Rio e que quando eu expliquei que gostava de peido e outros fetiches ela tratou naturalmente, continuamos conversando, mas ela nunca prolongou no assunto do peido especificamente. Pensei então que ela gostava de uns fetiches menos tradicionais, mas não desse exatamente.

Depois de um tempo de conversa, marcamos de nos encontrar e chegando lá a gente conversou pessoalmente e em pouco tempo começamos a nos pegar, uma coisa levou a outra e transamos. O sexo não foi tão bom porque eu estava bem nervoso com a situação (afinal, nunca havia saído com ninguém que conheci dessa forma na internet), após transarmos ela dormiu e, dormindo, ela se virou e soltou um peido baixinho. Naquele momento eu fiquei todo arrepiado, não podia acreditar que tinha visto/ouvido aquilo, voltei a ficar excitado na hora e acordei ela. Ela não entendeu muito bem, mas despertou e disse para irmos tomar banho. No banho e naquela esfregação toda ela parou, olhou bem nos meus olhos com cara de safada, sem falar uma palavra foi e peidou, um peido bem alto que ela parecia que tinha guardado para mim.  


Eu não acreditei, aquilo realmente estava acontecendo e foi aí que eu percebi o quanto eu gostava daquilo. Vou admitir que tomei até um susto na hora, porque ela não avisou que ia fazer, mas instantaneamente fiquei com muito tesão, aí já agarrei ela com bastante força pela nuca (quando fico com muito tesão tenho a tendência a ficar mais violento, gosto de coisas do universo BDSM também) e pedi mais. 
Ela foi e soltou outro, na hora eu já virei ela de costas para mim e, de cara na parede,
lambi muito o cu dela, muito mesmo. Aí sim eu percebi que o sexo seria muito bom. 

Depois disso, transamos novamente e enquanto eu estava metendo ela peidou de novo e bem alto, parecia que tinha assoprado meu saco com ar quente.
Não preciso nem dizer que foi incrível e me fez ter prazer de uma forma que eu nunca havia sentido.

Assim que ela fez isso eu a virei de costas, lambi o cu dela e pedi para ela soltar outro.
Nessa hora ela só conseguiu fazer um de leve na minha cara.
Eu voltei a meter e assim que ela soltou outro eu não aguentei e gozei logo depois,
ou seja, eu percebi que quando você pratica seu fetiche há um orgasmo psicológico
que eleva seu prazer a um nível fora do padrão.

Descobri que não há nada de constrangedor na situação e que eu não me importava com o cheiro, podia feder ou não, mas que ele não era meu foco (algumas pessoas têm mais tesão pelo cheiro) e sim o que eu já achava que gostava; e com essa experiência tive mais uma descoberta, o ar, apesar de não ligar para o cheiro, sentir o ar diretamente em você é muito bom.
Nos encontramos algumas vezes depois e todas as vezes que transamos ela peidou para mim. Infelizmente, com o tempo perdemos o contato, porque relacionamento não é apenas fetiche. São necessárias várias outras coisas para dar certo, só que ela foi de extrema importância para meu autoconhecimento e serei sempre grato por ela ter me “iniciado” nisso. 

Basicamente esse é um resumo (gigante, eu sei) sobre como eu me descobri adepto do fart fetish e como foi minha trajetória da primeira experiência virtual até a real. 

Meu objetivo ao contar tudo isso é que as pessoas que ainda estão na dúvida sobre seus gostos pesquisem sobre o assunto, sempre sem preconceito, e passem a se aceitar como são. Lembre-se que é necessário todo cuidado ao se expor e responsabilidade consigo mesmo e com os outros, mas perdendo um pouco o medo e indo buscar por aí, apesar de difícil, não é impossível de achar pessoas adeptas aos seus fetiches. No caminho você vai encontrar gente que vai te julgar, mas também vai encontrar pessoas que são muito legais e mente aberta, ou seja, entenda que nossos fetiches encontram uma barreira cultural e social enorme, mas não é por isso que outras pessoas não possam gostar deles. 
Na verdade, elas podem estar com tanto medo de falar sobre eles quanto você. Sempre tenha responsabilidade nas suas ações e sinta como seria a reação do parceiro antes de se precipitar, porque também tem muita gente que tem muito tabu quanto isso e outras não gostam mesmo, e estão totalmente no direito delas de agir assim, afinal cada um tem o seu fetiche.

É isso, fico feliz de poder compartilhar minhas experiências e poder ajudar na blog, pois são espaços assim que precisamos para nos conhecermos melhor e falar abertamente sobre nossos gostos.

Em breve irei escrever mais sobre esse tema, espero que tenham gostado e quem quiser conversar, mandar sugestões ou tirar dúvidas pode entrar em contato direto aqui pelos comentários, pela área de contato do blog, ou falar comigo pelo meu e-mail cp.fet@hotmail.com.

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