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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Uma mulher e sua mente aberta, sobre Sexo Scat.

por Gustavo Scat (Loiroomegle)

Conversei com uma garota de 28 anos muito mente aberta.
Ela não curte sexo scat mas falou tanta coisa legal, que pedi pra ela escrever... e ela topou.



 Enviado pelo Leitor Este é um texto escrito por um leitor do blog.
por Thais Helena. 28 anos, bissexual, SP.

Conheci o Gustavo no Tinder, e a nossa conversa começou com uma mensagem minha
“desculpa, dei match por curiosidade e não pq me identifico com seus fetiches”.
Mas a conversa engatou mesmo assim, afinal, somos muito mais do que nossos fetiches, né?
Até brinquei com o Gu que seria muito confortável estar com alguém que gosta de peidos,
porque todo mundo peida e eu, particularmente, peido muito! :P 

A questão é que todo mundo peida, caga e mija. Será que isso deveria ser um tabu tão grande?
Imagine você, que não curte essas paradas escatológicas, acordar amanhã e descobrir
que ao invés de cagar cocô está cagando açaí? O cheiro seria bom. O gosto, também.
E aí, será que você não comeria? (Eu sim, tranquilamente)

Pessoas tem uma resposta fisiológica de repulsa ao cocô que é natural, uma defesa biológica a coisas que potencialmente nos fazem mal. Mas dentro de um contexto sexual, tudo isso pode ser relevado. Sexo não costuma ser algo limpo, para pra pensar: suor, fluidos, saliva, sangue (para aqueles que curtem sexo durante período menstrual)… Diversas pessoas com as quais já conversei sobre esses temas admitiram não se importar com xixi quando, por exemplo, tomam banho com seus parceiros. E eu apostaria que várias pessoas brincam com isso provavelmente de forma erótica (vale lembrar que o xixi é uma forma de marcação de território e só de pensar nisso o ato já pode ser erotizado).

Ainda no tema xixi, me lembro que uma vez deixei escapar algumas gotas na boca de um namorado durante o sexo oral e fiquei horrorizada de vergonha. Ele? Nem ligou. Continuou chupando e disse que era bobagem. Falamos sobre isso em público? Claro que não.
Falando em falar, se eu, que me envolvo com meninas, já me sinto invisibilizada em determinadas consultas ginecológicas por ser atendida por médicos que não sabem orientar nada além do tradicional homem e mulher, imagino o quanto pessoas que curtem scat se sintam perdidas no sentido de como se proteger dentro dessa prática. É importante falarmos sobre isso. E é mais uma bandeira que vou levantar sempre que o assunto surgir.

Não tenho dúvida de que muitas e muitas pessoas sentem esse tipo de desejo ou variações dele e se reprimem durante toda a vida por medo, vergonha e pudor. Esse tema tem que ser discutido, sim.
Eu não sabia que existiam pessoas que realmente curtissem cocô durante o sexo ou o vissem como algo absolutamente erótico. Achei interessantíssimo. Mas o que realmente me chocou foi descobrir que também existem pessoas que julgam esse tipo de fetiche como errado, sujo e proibido. Errado é não ser feliz.


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