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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Fetiche Scat na visão de um psicólogo brasileiro.


O meu nome é Pedro Sammarco, sou psicólogo clínico e social. 

Tenho especialização em sexualidade pela USP, além disso, fiz mestrado sobre velhice das travestis e doutorado sobre homofobia internalizada (nome técnico para preconceito do homossexual contra si mesmo), ambos na PUC - SP. 
Fui colunista da G magazine e certa vez, recebi a seguinte pergunta de um leitor:

"Eu e meu namorado somos adeptos assíduos da escatofilia e urofilia, temos muito prazer com isso. Gostaríamos de saber quais são as conseqüências dessas práticas sexuais, obrigado".

Ao longo da história o sexo considerado saudável pela religião e ciências médicas 
foi a penetração pênis-vagina, com o objetivo exclusivo de procriação. 
Todas as outras formas eram consideradas “inadequadas”. 
Com a revolução sexual, pílula anti-concepcional e emancipação da mulher, o sexo deixou de ser associado diretamente à reprodução. O sexo anal e oral, por exemplo, deixaram de ser considerados “patológicos”. Porém, a prática sexual que envolve fezes e urina, ainda é considerada uma doença, pois implica contaminação e possível desenvolvimento de doença por causa dos micro-organismos presentes nos excrementos. O objetivo da ciência médica é promover a saúde e a vida.

Há várias explicações para compreender como essa prática proporciona prazer em detrimento ao desprazer. Alguns teóricos defendem que por diversos motivos complexos, o indivíduo associou diretamente sujeira e sexo. Outros explicam que o ponto central do prazer está em justamente em quebrar ao máximo os limites daquilo que é considerado normal.

Cada caso é um caso e deverá ser analisado em sua particularidade. O que mais choca as pessoas é que tais práticas afrontam os costumes, normas, conceitos, valores e tradições.
Além disso, este item esbarra em questões de biopolíticas que irão estabelecer a ponte entre o
cotidiano das pessoas e o saber científico por meio dos chamados especialistas do corpo 
(médicos, psiquiatras, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, nutricionistas, etc.).

É uma política que propõe o exorcismo da morte, a promoção da saúde e o máximo de qualidade vida possível. Quanto mais tempo as pessoas viverem com qualidade, mais tempo estarão consumindo e gerando lucros. 

Portanto, aquilo que envolver qualquer risco de morte será considerado resistência a esta política. No caso, podemos citar a prática sexual que é considerada de risco, como exemplo evidente. Estas geram gastos indesejáveis para as instituições que cuidam da saúde dos afetados. Por isso, tanto interesse em estudá-la.

Polêmicas à parte, para maior interesse, indico os seguintes livros: 

• Prazeres Dissidentes, organizado por Maria Elvia Dias-Benitez e Carlos Eduardo Figari, publicado em 2009 pela editora Garamond.
• Das Maravilhas e Prodígios Sexuais, de Jorge Leite Júnior, publicado em 2006 pela editora Annablume.
• Homofobia internalizada: o preconceito do homossexual contra si mesmo, publicado pela editora Annablume em 2017.

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Um comentário:

  1. Sou maduro 65 anos de balneário camboriú SC adepto de scat piss fist sebo .recebi com prazer direto na boca e forneco se pedir . divulgue meu email Augusto kaviar SC
    ak-schmidt@bol.com.br

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