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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Boca e fezes: Os opostos se atraem.

por Gustavo Scat (Loiroomegle) 

Boca e fezes.
Tem algo mais oposto que isso??

Estava batendo um papo com um garoto que conheci pela internet.
O conversa foi curta, mas olha só algumas coisas que ele me falou...

“Merda é algo tão ruim que se torna algo tão bom! 
é tão nojento que se torna delicioso. Tudo pelo tesão.”

“O gosto é ainda mais intenso.
É a sensação de estar fazendo algo de errado”


Então eu pensei comigo...
Por que será que nós nos atraímos "por algo ruim" no ápice do prazer?
Já pararam pra pensar?

Quase todo fetiche é associado a algo ruim, se for discutido com lucidez.
Ou o fetiche é algo relacionado a dor, ou é nojento, ou é perigoso, ou ele é "errado" 
pra alguém. 
- Fetiches ilegais eu descarto deste pensamento e tenho repúdio, ok?

Mas e essas vontades legais que são tão opostas do comum?
Existe algum estudo sobre isso?...
Por que o ser humano se atrai por aquilo que ele
“não poderia fazer no sexo”?... por aquilo que não seria considerado“normal”.
É pra se libertar?
Sexo é liberdade?
E sexo com fetiche, é libertar-se?....!


O cu.
Em nossa conversa o garoto me disse:
“Gustavo, o seu prazer pelo scat também veio do cu? Por que o meu sim.”

Cara, eu acho que o nosso próprio cu já é algo meio “proibido”.
Ele é tão escondido que você precisa abrir as duas bandas da bunda pra vê-lo. É o tal tabu. 

Tão tabu que: 
Todo homem - independente da orientação sexual -
sabe que ele pode ter uma chance a mais de prazer no sexo, usando o cu!
(por que ele tem próstata.)
A escolha é dele em usar esse "prazer a mais" ou não. 
Mas mesmo assim a maioria não faz por preconceito próprio (ou dos outros).
Burrice? Não.... é por que parece ser errado.

Mas o que parece ser errado, talvez vire um fetiche. Virou pra mim.


O cheiro.
Com o tempo eu vou percebendo o quanto eu AMO cheiros.
E são cheiros considerados fedidos.

Eu e o garoto pensamos juntos:
“Acho que todo mundo deve coçar o cu e cheirar, 
também curtir cheirar os próprios peidos (ou no mínimo suporta-los!)”.
Isso seria uma auto-tortura? Creio que não.

Então o que faz a gente pensar que o fedido na verdade pode se tornar “cheiroso”?
Ideias todas tão opostas, que aposto que você nunca parou pra pensar.


O ser humano desperta-se psicologicamente pelo errado.
“Credo, que delicia”

É a velha historia de se apaixonar pela pessoa cafajeste, 
ou a briga de bar que adoramos assistir.
Damos mais valor apenas quando perdemos, nos interessamos quase sempre pelo impossível e,
quando estamos tristes, ouvimos musicas ainda mais tristes - ao invés de tentarmos melhorar o nosso humor! Porque isso?!
Pensamentos opostos, opostos e opostos.

O garoto me disse:
“Eu sempre assistia videos pornô e via aqueles cus depilados e rosas 
e sabia que aquilo não era tão real. O meu cu não é assim!
As pessoas normalmente tem o cu suado, sujo, tem pelos... e na rua 
eu fico vendo os caras gostosos e imaginando o "cu real" desses caras.

Imaginar que eu gosto de merda e que esses caras também cagam, 
que eles também tem um cu sujo como o meu e que eu posso comer a bosta deles...
É tão errado e tão absurdo... que no tesão a coisa vai!”



Pessoal, deixa eu contar uma coisa pra vocês...
O gosto de merda não é bom.
MAS fica tãaaao bom quando se experimenta com tesão e com vontade... - Louco né?
Confesso que com o tempo eu comecei até a realmente gostar do sabor do mijo e da merda, 
pelo desejo que aquilo me proporcionou na hora do tesão em si.
O que é ruim virou bom.
Sabe cerveja? É horrível quando tomamos pela primeira vez!
Quando fumamos cigarro também! Mas depois se torna gostoso 
pela sensação de satisfação que aquilo nos traz. Pela associação das duas coisas.
- Mesmo a gente sabendo que fumar e beber faz mal... e merda e mijo também!

Falando ainda em oposto, 
eu sempre fui muito curioso por coisas nojentas desde criança.
Calma, eu não sentia tesão por tudo que era nojento, mas eu tinha curiosidade em ler sobre. 
Não sei por que! (ler também: Ai que nojinho!)
Até hoje tenho um livro que li na pré adolescência chamado 
“Ah, Eca! A enciclopédia de tudo que é nojento”, já sabendo que eu tinha 
curiosidade por cocô e curtia meu cheiro de cu sujo.

Acho que muita gente deve associar algo que venha acontecer consigo “de errado”,
(relacionado a dor, nojo, perigoso...) e venha ter a curiosidade de mais tarde
assimilar a "ideia errada" ao prazer, no sexo. - Uma forma de se auto-curar de um trauma, talvez?
Lembre-se, quando digo “algo de errado” me refiro a situações e gostos dentro da lei!! Pelamor!!

Eu não sou psicologo mas viajo nas ideias.

Pare pra pensar se suas outras vontades e fetiches não são consideradas opostas ao “normal”.
Pés, dar ou receber tapas, menage, lugares públicos, bexigas, merda... 
Parecem ser coisas tão opostas ao sexo comum que talvez atraem as pessoas por isso.

Imagina aquela pessoa dos sonhos...
agora imagine ela mijando, se lambuzando com merda e não ligando pra nojinhos.
“Uma pessoa tão bonita fazer algo tão feio..."
“por que ela esta fazendo isso???"
"calma, deixa eu ver melhor........ pera, gostei!”
- foi mais ou menos isso que senti quando assisti 2 Girls 1 Cup 

(ler texto: A origem dos meus fetiches.)


Vou usar um exemplo de oposição interessante e fora do contexto sexual:

A Comédia.
A gente da risada quando alguém se fode, quando alguém cai, quando alguém fala algo inesperado, errado, diferente, proibido, fala uma besteira, faz besteira, foge do convencional.

A gente ri do não convencional.
A gente sente prazer com o não convencional.
A gente gosta do oposto. Não tem jeito.

Seja pra se libertar de um trauma, ou não...

artista se liberta na arte, e o ser humano se liberta no sexo!


Logo, nós scaters curtimos merda, oras.
Escolhemos nossa ideia inversa pra ser feliz, sem fazer o mal a quem.
Esse só é um dos milhares de fetiches “opostos” que existem por aí.

O ser humano gosta e se interessa pelo diferente, gente. 
Pelo curioso, pelo novo. Pelo não descoberto.
E o cocô é tão desprezado, coitado...
A gente só olhou pra ele de uma forma mais bonita.
Pra sermos felizes, apenas.

Agora...
Imagine esse mesmo cocô... em uma boca!
Credo, que delícia.
Pelo menos pra gente.

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