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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Revelei meu segredo por uma enorme coincidência.

por Gustavo Scat (Loiroomegle) 

Eu tenho um primo distante mais ou menos da minha idade e nos damos muito bem.
Sempre conversamos sobre tudo com muito bom humor,
mas de um tempo pra cá nos afastamos por consequências da vida.

Em 2014 algo me marcou e eu ficava com muita vergonha de pergunta-lo,
pois não sabia se era mais uma de nossas zueiras ou se ele realmente tinha
me contado um segredo.
Ele estava passando alguns dias em casa e, certo dia, ele resolveu sair sem mim.
Era a oportunidade que eu tinha de bater aquela boa punheta com merda no banho,
sem precisar me preocupar em ser pego ou não.

Gozei, me limpei, limpei todo o box e fui pro meu quarto terminar de me enxugar
e colocar uma roupa, quando vi que o desgraçado estava lá escondido para me dar um susto
de propósito. E deu certo.
Ele estava com uma câmera na mão e tentou me filmar pelado no banho pra me zoar
 mas eu quase me caguei (de novo) de medo dele ter visto alguma coisa.

Dias depois, o assunto era sexo e ele sem ter vergonha alguma
me mostrou um vídeo de Scat onde garotas se divertiam com merda.
Eu gosto disso! - disse ele.
Cara... na hora me veio um momento de pânico do meu primo estar tentando
tirar de mim algo daquele dia... ou ele realmente estava me contanto o maior
segredo da vida dele - assim como o meu.
Fingi repudio como proteção.
Depois ele comentou de uma garota apelidada por ele de "Cagona"
que vivia tirando fotos no banheiro fazendo o numero dois e mandando pra ele.
Como eu jurava que ele tinha me pego no flagra naquele dia pós punheta,
eu não revelei nada sobre meus gostos e nunca mais falamos sobre isso.
Até então.

Com toda essa fase nova do blog que rolou em 2018
onde me dediquei a me entender mais e pesquisar muito sobre o tema, eu meio que desencanei um pouco de preconceitos próprios
conversando com muita gente a respeito do fetiche Scat.
A maioria das conversas rolou de forma anônima, mas confesso que revelei o meu segredo mortal para pessoas que me conhecem, sabem da minha vida, tem minhas redes sociais reais e até conhecem a minha família e amigos.
E é aí que entra o meu maior medo: família e amigos.

Uma vez eu contei pra uma ex ficante minha por Whatsapp sobre os meus gostos por Scat. Nós não tivemos algo duradouro mas viramos amigos pela boa alma que ela tem. O tipo de pessoa "de boa" com a vida que da pra confiar.
A reação dela foi ótima quando eu contei, sem pretensão nenhuma, mas com uma boa aula de autoestima de como eu deveria me aceitar do jeito que eu sou.

Outra vez contei sobre o Scat para uma peguete que não sabia muito
da minha vida pessoal e as intenções eram só sexo. Ela aceitou a ideia aos poucos
e conversamos bastante a respeito de fetiches, inclusive os dela também.

Eu já revelei o meu segredo para algumas pessoas no Tinder e pra outras pessoas
que também tem interesses em comum, e confesso que as vezes me arrependo.
Não por que algo deu errado (graças a Deus!), mas por que muitas vezes foi pelo
impulso do tesão e curiosidade.
Confiar o segredo da sua vida e expor informações verdadeiras
para pessoas não tão intimas pode ser perigoso.

Mas e se expor para alguém confiável e próximo como o seu próprio primo?...


Durante anos fiquei com a ideia de que meu primo poderia ser um scater
assim como eu, mas morria de medo de descobrir.
Seria contar para um amigo de extrema confiança,
(mais que isso, alguém do mesmo sangue!) e por fim uma testemunha.
- Se eu morrer hoje, ele sabe de tudo.

No meio de uma semana, no final da tarde, resolvi fazer uma vídeo chamada com ele.
Já fazia muito tempo que não conversávamos então aproveitamos pra colocar o papo em dia. Depois de muito conversar sobre diversos assuntos, falei que eu precisava perguntar uma coisa.

A minha intensão inicial com a ligação era saber se ele realmente havia
me contado um segredo anos atrás quando ele me mostrou o vídeo de Scat.

Puxei o assunto mentindo que eu pensava que era a "Cagona" no tal vídeo, mas ele desconversou.
O assunto foi para vontades bizarras no sexo e, com muita dificuldade, ele me assumiu que curtia sexo com mijo.

Foi quando eu disse:
- Sabe por que te perguntei sobre o vídeo?... Por que eu curto!

Na hora os dois riam de nervoso.
Ele me assumia que também curtia Scat.

Era muito louco como os dois tinham o mesmo gosto e viveram uma vida sem saber.
Depois que a vergonha abaixou um pouco, conversamos mais afundo sobre como
cada um curtia o fetiche e o nível de nossas vontades.
Ele não curte o fetiche "tão hard" como eu, e nem se quer conhecia o termo "Scat".
Eu já estava praticamente exposto mas sentia uma puta confiança nele,
foi quando então resolvi revelar que eu era bissexual - já que não sou assumido,
sendo muito mais difícil que revelar o xeque-mate final: o blog.
Pronto! Contei todo o meu segredo.

Ele não creditava e eu também não.
Risos e mais risos e mais boas horas de conversa por vídeo chamada.


Cara... Quais as chances?
O meu primo de sangue curtir o mesmo fetiche que eu - o fetiche mais tabu do mundo.
Eu realmente cheguei a pensar na possibilidade de ser algo relacionado a genética.
(posso estar falando besteira mas é MUITA coincidência!)

Nós nunca tivemos entre a gente algo relacionado a Scat na infância
- que era a minha principal teoria sobre influências do fetiche.
A teoria da infância talvez não fizesse mais 100% de sentido,
ou tudo não bastou de uma enorme coincidência mesmo.

O ruim é se sentir mais exposto, mas a parte boa é que me sinto mais aceito
e menos sozinho, tendo alguém pra conversar sobre o assunto,
só que agora expondo meus dois "alter egos" (O Gustavo da vida real, e o Gustavo Scat.)

Eu confesso que é muito estranho ter um segredo assim,
revelado para alguém da família que me conhece tão bem.
Meu medo maior era mudarmos nossa relação ou ele não guardar o segredo.
Mas no fim eu amo esse carinha e talvez isso seja um ato de irmão mais velho.
Segredos fortes compartilhados, que querendo ou não são tão semelhantes.
O nosso segredo permanece em segredo.


Essa foi  a minha experiência de contar pra alguém sem nenhuma intensão sexual,
alguém da família, e que também curte esse mundo "tão pequeno" do Scat.

E você leitor, tem histórias semelhantes? Me conte!
Estou ainda mais curioso depois de tudo isso.

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