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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Entenda o Scat pela ótica do Marquês de Sade.

chicote na bunda sexo
O blogueiro Bosco Silva desenvolveu um texto que explica a paixão por scat
sob a ótica de Marquês de Sade. Segue o texto, intitulado:


Qual sua perversão?

SEXO ANAL

Antes de nos debruçarmos sobre as particularidades da COPROFILIA, é de suma importância examinarmos uma prática sexual que, embora não considerada PARAFILIA, possuía uma grande importância para o nobre escritor francês: o SEXO ANAL.

SADE o praticava não apenas de forma ativa como passiva; e não apenas com homens, mas também com mulheres. Em Marselha, por exemplo, SADE é denunciado por três prostitutas por tê-las forçado a açoitá-lo; e depois ter praticado, em cada uma, sexo anal, enquanto ao mesmo tempo recebia em seu ânus o pênis de seu criado.


A preferência de SADE pelo sexo anal pode não apenas ser explicado por esta modalidade sexual unir tanto sadismo quanto masoquismo em uma mesma atividade sexual, quanto à certa dose de blasfêmia atribuída a ela. O que fez desta atividade o ápice de sua sexualidade, pois como bem observou Simone de Beauvoir, podemos dizer que toda a sexualidade de SADE é de teor anal; contendo, pois:



SADISMO - posto que o sexo anal provocaria dor no parceiro; seria a invasão mais completa da sexualidade de um pessoa sobre a outra; seria o máximo da intimidade sexual e da conquista;

MASOQUISMO - o sexo anal permitiria a subjugação do parceiro ou da parceira, até mesmo simbolicamente, por meio de algumas posições sexuais, representando a dominação de um sobre o outro; simbolizando a atividade de um sobre a total passividade do outro;

TRANSGRESSÃO – o sexo anal quebraria valores, principalmente valores cristãos, como a ideia de que o sexo seria permitido apenas para fins de procriação, e a ideia de que este seria antinatural.


SADE, por meio da transgressão, transforma mesmo a blasfêmia em prazer, misturando-a ao prazer sexual; por exemplo, durante relações sexuais suas, obrigava que suas parceiras desrespeitassem símbolos cristãos.

Vale notar que, em sua época, o sexo anal, mesmo praticado de modo heterossexual, era considerado crime de sodomia, passível de detenção e mesmo de morte, tendo tal lei bases cristãs. O que certamente incluiria um atrativo a mais para SADE: o perigo.
Elemento com forte poder de estimulação, pois como é sabido, ainda hoje: 
“O que é proibido é sempre mais procurado”.


Tais elementos reunidos, pelo menos em parte, seriam a própria essência do desejo pelo sexo anal, como podemos ver ainda hoje em relatos de casais, em que o parceiro pretende iniciar sua parceira em tal atividade. Para muitos destes, o sexo anal é o máximo da conquista sexual, principalmente quando tal possibilidade é tantas vezes negada pela parceira, não raro com argumentos que incluem desde que tal ato causa dor, é nojento, até a afirmação de que é contra a natureza.

Negativas que só fazem aguçar ainda mais o desejo do parceiro. 



Principalmente em uma cultura como a nossa que privilegia como modelo de beleza mulheres possuidoras de fartas e belas bundas, chegando mesmo tal atributo tornar-se um meio de alcançar sucesso profissional ou econômico, como podemos observar acompanhando carreiras de dançarinas, ou mesmo na vida cotidiana, em que grande parte dos homens bem sucedidos aparecerem nos meios de comunicação ostentando mulheres com “belos traseiros”, tornando as nádegas femininas status social.


TRANSGRESSÃO E PARAFILIA
Ao atribuir, revolucionariamente, à transgressão papel coadjuvante ao prazer sexual, e ao explorar ao extremo os prazeres do corpo, a transgressão terá papel fundamental no pensamento de SADE, como também em seus escritos.

A surpresa e a não permissão, que estão por trás de seu ato proibido, são os elementos que o excitam. Fato que não aconteceria se fosse visto por ele, ou por outras pessoas, como algo natural e permitido. A transgressão é o princípio deflagrador e excitador de tal ato.


COPROFILIA E SCAT
homem comendo fezes

COPROFILIA é a atração sexual por fezes humanas; 
que pode ser acompanhada, muitas vezes, 
por COPROFAGIA; que, por sua vez, significa o prazer sexual em ingerir fezes.

Como em todas as formas de extremismos, em que uma atitude extrema é alcançada gradativamente por meio de graus menores de extremismos, o sexo anal e a anilíngua (manipulação anal por meio da língua) poderiam ser mesmo vistos como um caminho que levaria do SADISMO e MASOQUISMO à COPROFILIA, já que este tenderia a proporcionar contato com fezes humanas.


Seguindo esta linha de raciocínio, a COPROFILIA seria
a culminância de um processo de associações graduais, em que, em princípio, o futuro coprófilo sentiria atração normal por nádegas, e, gradualmente, estenderia seu desejo ao ânus; 
em seguida, movido por meio de associações e TRANSGRESSÕES graduais, teria sua atração voltada para a defecação do ser desejado; 
culminando, finalmente, no prazer de manusear, cheirar, ou até mesmo ingerir fezes humanas.

praticando coprofilia


Há que se levar em conta também outros elementos, como o FETICHE; uma atividade profundamente simbólica, relatada mesmo por muitos praticantes de tais atividades; em que as fezes humanas ganhariam uma proporção gigantesca de simbolismos e metáforas em relação ao ser desejado.

E em que o contato com as fezes seria visto como “uma oferta de profundidade do interior de um desejável corpo, tornando-o muito, muito íntimo”. Seria como um canibalismo simbólico, em que o contato com as fezes, a ingestão desta, seria como a absorção simbólica do objeto do desejo em seu grau máximo de intimidade.


Há também, sem dúvida, um ato de desafio, de proibido, em tal atividade que a muitos, em si, representaria um estímulo a mais. Para alguns masoquistas o ato significaria submissão e auto degradação simbólica ao ser amado. 



A grande sacada de SADE: as perversões são frutos da sociedade. 
De uma sociedade que ao proibir o que é natural no homem, como o desejo sexual, acaba, enfim, por intensificá-lo. Pois, bem sabemos que tudo que é proibido é mais procurado.

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