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quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

As 5 possíveis (e não comprovadas) Teorias de como alguém pode gostar de Sexo com Cocô (SCAT).

pessoas que gostam de chuva marrom
por Gustavo Scat (Loiroomegle) 

Introdução ao assunto.

Sexo é liberdade e prazer.
Cocô é tabu, mas todo mundo faz. Tanto quanto sexo.
E qual é a piração de quem curte os dois juntos? Qual é a lógica?

Primeiro, pra quem ainda não sabe, essa piração tem nome: Coprofilia. 
Este é o prazer de ter as fezes manipuladas e erotizadas na hora sexo, portanto um fetiche.

Já para os íntimos, chamamos este desejo de SCAT,
que nada mais é do que a abreviação da palavra Scatology (Escatologia).

Essa parte das nomeações é fácil.
O difícil é achar uma explicação para esse fetiche tão reprovável pela sociedade
- se é que realmente exista uma.

As vezes, nem nós nos entendemos, ou não paramos pra pensar direito sobre o assunto...
Apenas nos deixamos levar pelo tesão e nos aceitamos.
Ou não nos aceitamos... O que é mais questionável ainda.

Eu, Gustavo, tenho a curiosidade pelo assunto desde os meus 8 anos de idade
e pratico Scat comigo mesmo desde os 16. Então posso dizer que sou um Scater.
Depois estudei mais a fundo o assunto através do blog, durante 1 ano de
pesquisa assídua sobre inúmeras e diversas informações, curiosidades, e relatos sobre.

Hoje então, chego a essas possíveis "teorias".


ATENÇÃO:
O conteúdo a seguir é um desabafo de ideias.
Uma espécie de ajuda, e NÃO uma influência para você leitor.
Esse texto é uma junção de possíveis teorias minhas, 
não sendo (claro) o dono da verdade, reforçando que este
foi criado apenas como uma conclusão de pensamentos pessoais. 
Nada aqui é comprovado cientificamente ou psicologicamente.
É apenas um texto de autoconhecimento 
e cada um digere as informações do jeito que preferir.
Aviso-lhe para tornar tudo mais leve e divertido.



Este foi o texto mais difícil de escrever.

O que eu quero trazer pra você leitor é um apanhado do que estudei por aí,
tirando as conclusões pelas minhas próprias vivências.

Essas possíveis teorias de como alguém pode sentir prazer em cocô
se encaixaram bastante com muitas fases da minha vida,
mostrando a possível "resposta psicológica" dos meus prazeres escatológicos.

Pense que é a conclusão de todo o estudo que fiz sobre o Fetiche Scat.
Uma ampla conclusão de pensamentos meus.
Fez sentido pra mim, e enfim trouxe algumas difíceis respostas (ou todas elas!)

Espero que essas teorias possam esclarecer algo,
e fazer as pessoas pensarem e se questionarem um pouco melhor sobre Scat.
Ou servir para matar um tempo de uma forma boa, pelo menos.


Então afinal... por que sentimos prazer em COCÔ?!






As 5 possíveis (e não comprovadas) Teorias de 
como alguém pode gostar de Sexo com Cocô.

Essas teorias podem se sobrepor umas às outras e funcionam reforçando as suas vertentes.



1. INFÂNCIA

O primeiro passo é entender sobre:
A Fase Anal - Segundo Freud.

"Sigmund Freud, pai da psicanálise, acreditava que
a personalidade era desenvolvida ao longo da infância.

Dentro da teoria do desenvolvimento psicossexual, Freud
acreditava que a personalidade era desenvolvida através de uma
série de estágios de infância em que as energias da busca do prazer
tornam-se focadas em determinadas áreas erógenas.

A teoria psicanalítica sugeriu que a personalidade
é mais estabelecida aos cinco anos de idade.
As primeiras experiências na infância então, desempenhariam um grande papel
no desenvolvimento da personalidade e continuariam a influenciar o
comportamento mais tarde na vida adulta."

Ou seja, 
boa parte de nossas experiências vividas na infância,
ligadas a áreas erógenas (como boca, anus e órgãos genitais) 
acarretariam gostos pessoais e possíveis gatilhos para o 
desenvolvimento da personalidade e desejos futuros (fetiches). 


Para Freud,
se certas questões não são resolvidas na fase adequada, fixações podem ocorrer.
Essas fixações seriam "hábitos mal resolvidos" criados na infância,
que acarreteriam em apegos permanentes no futuro.
Como por exemplo: Uma pessoa que está fixada na fase oral
pode buscar uma estimulação - também oral - através de fumar, beber ou comer.

Só que a "Fase" protagonista deste texto aqui é outra.

Dentre as 5 fases de desenvolvimento psicossexual segundo Freud,
o nosso destaque vai para a Fase Anal. 
Faixa etária: 1 a 3 anos.
Zona erógena: Entranhas e controle da bexiga.


O grande conflito da Fase Anal é o treinamento de "usar o banheiro"
– a criança tem de aprender a controlar suas necessidades corporais.
E desenvolver esse controle leva a um sentimento de realização e independência.

De acordo com Freud,
"o sucesso nesta fase é dependente da maneira com que os pais se aproximam
no treinamento do toalete.
Os pais que utilizam elogios e recompensas para usar o banheiro no momento
oportuno incentivam resultados positivos e ajudam as crianças a se sentir capazes e produtivas."

Freud acreditava que experiências positivas durante este estágio servem de base
para que as pessoas tornem-se adultos competentes, produtivos e criativos*.


Também durante a fase anal,
Freud acreditava que o foco principal da libido estava no controle da bexiga e evacuações.

A erotização do estágio anal envolve tanto a sensação de prazer da excreção 
como a estimulação erótica da mucosa anal por meio da retenção das fezes.

Ou seja, nesta fase a criança sentiria prazer, tanto em fazer cocô, 
quanto em reter as fezes - segurar o cocô o máximo possível. 

Antes do treinamento esfincteriano (controlar a saída do cocô ou não), 
a eliminação e a retenção prazerosa do cocô são essencialmente 
autoeróticas porque elas não exigem a presença ou o auxílio de um objeto externo.
As fezes tornam-se a serem representadas como prazer.



Só depois, a criança desenvolve duas visões sobre as fezes,
sendo conteúdos do corpo que são tanto externos como internos. 
Em outras palavras, a criança considera que o cocô faz parte dela, ou não.

Dependendo de como progrediu a Fase Anal de cada criança, 
ou as fezes são amadas e retidas, ou reinternalizadas; 
Ou são odiadas e expelidas.

Lembrando que para Freud, se certas questões não
são resolvidas na fase adequada, fixações podem ocorrer.

Ou Seja, 
para nós que sentimos prazer em cocô:
Alguma situação (ou trauma?) pode ter nos ocorrido nesta fase,
causando uma fixação e nos fazendo sentir prazer em cagar
e reter cocô na fase adulta também. 
Associamos (ainda) o cocô ao prazer, como fazíamos lá na Fase Anal, segundo Freud.

(leia mais sobre: Psicanálise: Fase Anal.)

(leia também: Freud tenta explicar por que algumas pessoas gostam de Scat.)




Ainda outros Fatores ligados a infância.

Eu acredito que outros fatores ligados a infância e ingenuidade também
possam ter influenciado o desejo por cocô, ainda pequenos.


1- A influencia do desconhecido.

Normalmente passamos a conhecer tudo em nossa volta e ter o desejo
pela descoberta nos primeiros anos de vida, certo?
(onde perguntamos e buscamos entender tudo)
- O por que o céu é azul? De onde nascem os bebês?...
Quando crianças, somos curiosos natos e despertamos interesse pelo novo.

Já o cocô - por mais que despertássemos interesse nele lá na Fase Anal -
muito dificilmente tivemos uma explicação sobre "o que é o cocô de fato".
Aprendemos que é preciso desapegar e jogar ele fora, e pronto.
- E esta já pode ser uma fixação da Fase Anal*. 
Não falar muito sobre ele e descarta-lo assim, sem muitas explicações,
torna o cocô um "mistério", e possivelmente mais atrativo.

Cocô é algo tão desconhecido até hoje que, tanto não falamos muito sobre ele (tabu),
que até algumas pessoas nem olham para o próprio cocô na hora de dar a descarga.
Quanto mais pesquisar saber sobre o coitado.

Podemos então aqui, associar este prazer ao desconhecido.



2 - Ingenuidade. 

Vamos falar sobre a infantilidade e a ingenuidade sobre os excrementos na infância.
Achar que tudo é normal e comum.

Além de sentir prazer em expelir o cocô e reter as fezes na Fase Anal*,
muitas crianças retém as fezes pois sentem prazer na reação de atenção que recebem
com a preocupação dos adultos.

Quando finalmente liberam o cocô, "a tranquilidade que os cuidadores responsáveis 
demonstram contribui para que os pequenos enxerguem as fezes como um 
'presente valioso' produzido por ela."

“A criança tem prazer em defecar, em brincar com as fezes, não as percebe como algo nojento.
Mas, à medida que vivencia o processo de socialização, deve renunciar a essa forma de prazer e a outras tantas relacionadas a prazeres corporais, como, por exemplo, morder outras pessoas e mexer nos órgãos genitais”, explica a psicóloga Isabel Gervitz.
O Cocô seria algo feito por você, e faz parte de você. 
É um presente que você pode dar para alguém.


3 - As primeiras descobertas de prazer e sexo também 
podem ser cruciais.

Os primeiros conhecimentos e desejos sexuais, 
se relacionados com os excrementos, poderiam se tornar prazerosos.

Eu, Gustavo, tive a minha primeira experiência de "o que era sexo"
quando eu estava fazendo cocô.
Ainda muito pequeno, eu estava vendo pela primeira vez uma revista pornô enquanto cagava.
Foi a primeira vez que senti tesão na vida (mesmo não tendo ideia do que era isso direito)
e muito possivelmente eu associei as duas coisas: Sexo e cocô.

E olha só que coincidência a minha...
A primeira vez que eu vi uma garota nua na minha frente, ao vivo, ela estava fazendo xixi.

(leia mais sobre: A origem dos meus fetiches.)

Com isso, nossas primeiras memórias sexuais boas, poderiam ser muito influenciáveis para
os nossos gostos do futuro, podendo a partir daí surgir fetiches para o resto da vida.


4 - Sensações de infância.

As sensações são mais exploradas e sensíveis na infância.
Até por que quando criança, não temos senso critico como os adultos.

- A sensação de brincar com o cocô é boa, assim como
a sensação de brincar com massinha. (Usamos o sentido do tato.) 


Um exemplo dessa sensação prazerosa são os “vídeos satisfatórios” anti-stress:


  

 


Brincar com a textura da merda é como se brincássemos com massinha ou argila.
É satisfatório ver e sentir. (sentidos: visão e tato)


- A sensação ainda pode ser de liberdade, associando tudo a ideia de sujeira.
A satisfação de estar se lambuzando, melando e sujando tudo de cocô
sem preocupação nenhuma, como a ingenuidade de uma criança.

Nos divertimos com a sujeira não ligando para as consequências.

mulher se lambuzando
.

- A sensação também pode ser lúdica, sim.
Assimilando o cocô com outras sensações boas.
Como por exemplo a de um sorvete de massa de chocolate,
saindo da maquina e caindo perfeitamente na casquinha. É lindo.



Nutella, ou outros tipos de chocolates que pareçam cocô
também causam a mesma sensação gostosa e podem ser associados ludicamente.


Resumindo as sensações relacionadas a ingenuidade e a infância:
Quem gosta de cocô,
 - Sente a mesma sensação do prazer visual do sorvete,
assim como a de um cocô saindo de um cu.
- A mesma sensação de prazer pela massinha macia,
como a de um cocô sendo manipulado. -  Ele também é macio e ainda é quentinho!
- E sente a mesma sensação de liberdade em se sujar todo sem preocupações...
inclusive com cocô!

É preciso ter CRIATIVIDADE* para erotiza-lo.
- Como quando vemos alguém chupando um pirulito e imaginamos um belo sexo oral sendo feito.



2. CRIATIVIDADE

Pessoas criativas = Sexo criativo.
Esta frase parece óbvia.

Os criativos tendem a imaginar e a inventar
mil possibilidades para sentirem prazer... inclusive fetiches diferentes.

E existe fetiche mais diferente e criativo do que sexo com merda?
Logo uma coisa liga a outra e tudo faz sentido.

Pessoas criativas tendem a conhecer e aceitar o Fetiche Scat, 
pois são mais "mente aberta" e pensam "fora da caixa" dos demais.
Então todo scater é, no mínimo, criativo.

Esta ideia de que a criatividade esta relacionada ao fetiche scat,
foi levantada pelo meu amigo Renan Ryuji - também redator do blog -
e que eu acredito nela totalmente.

Talvez uma das poucas associações que podemos fazer aos adeptos de sexo com cocô:
Muita imaginação e criatividade.


Os Artistas são os mais criativos.
Em um texto escrito exclusivamente para o blog, Renan Ryuji diz:

"Outro dia conheci pela net mais um scater de fora da RJ, trocarmos Skype e travamos longas conversas sobre merda e sobe outros assuntos, como é normal acontecer. 
Então um dia ele me disse sua profissão e coincidia com a minha. 
 Aí depois disso parei pra pensar e lembrar de todos os scateiros com quem já conversei, 
e comecei a lembrar suas profissões: vários jornalistas, atores, professores de artes, publicitários, designer, cineastas, arquitetos, bailarinos, e até um roteirista de cinema; 
e apenas 3 médicos e 2 engenheiros, sendo que desses cinco últimos 3 deles já praticaram 
ou ainda praticam alguma atividade de artes (teatro, dança, música). 
 Diante dessas informações notei uma coincidência: 
A maioria tem um trabalho que diretamente se usa da criatividade, 
ou tem envolvimento direto com atividade criativa fora do trabalho. 
E então me questionei: teria o fetiche por merda relação com a criatividade? 
Ou seria apenas uma estranha coincidência eu ter as pessoas certas com essa característica?

A criatividade se desenvolve nas pessoas desde a infância*
quando a criança se vale a imaginação para criar o novo, explorar o novo, 
transformar o ambiente segundo a sua necessidade e pode ser incentivada 
pelos adultos através de elogios ou estímulos. Isso é um fato. 
E convenhamos, nós scaters somos bem criativos nas nossas fantasias.
E parece que quanto mais o desejo aumenta, mais a gente quer fazer coisas diferentes, 
mesmo a despeito de sabermos que as pessoas “comuns” iriam achar repugnante. 
Ou seja, é uma transgressão, tal como arte. Coincidência?- Renan Ryuji.

(leia mais sobre: A merda e a Criatividade.)




Realmente, artistas são pessoas criativas.
E sim, eu Gustavo também possuo uma carreira profissional
que está ligada diretamente a criatividade, voltada no meio artístico.

E eu também, assim como o Renan, possuo a maioria dos
meus contatos ligados a criatividade, que trabalham
como artistas, criadores e/ou formadores de conteúdo.
- Por coincidência ou não.

Agora, de uma coisa eu posso te garantir:
NÃO existe um esteriótipo físico para os amantes de cocô. 

Eu já conversei pelas redes sociais com mais de mil adeptos e curiosos,
e essas pessoas não possuem nenhuma característica física em comum.
- Elas não são todas góticas, rockeiras e darks por exemplo,
muito menos porcas e sujas na vida e no cotidiano.
Lembre-se: sexo com cocô é um fetiche, e não necessariamente um estilo de vida.

(leia mais sobre: Fetiche Scat no Tinder, redes sociais e outras buscas.)

Eu ainda inclusive conheci muitas pessoas realmente bonitas. Homens e mulheres.
A maioria bem resolvida, pessoas inteligentes, de diferentes idades e classes sociais,
que ninguém jamais associaria o individuo a gostar de cocô pelo seu estilo de vida.
Mas todos eles são fetichistas, muito possivelmente criativos.


Ter criatividade e ser um possível artista. 

Ser mais mente aberta a imaginação, liberdade e sensibilidade. 
Tudo o que um bom scater normalmente é.



3. INSTINTO 

O Instinto Animal / Irracional.

Fazer sem pensar.
Agir instintivamente pela curiosidade ou prazer, sem planejar.

Agimos como os animais... Afinal, nós também somos animais.

Então sim... nós muitas vezes agimos como animais irracionais no sexo,
apenas buscando o prazer através de nossos instintos primitivos.
E é aí que o emocional* fala mais alto que o racional.

Sabe aquela ideia de “sexo selvagem”?
Onde tudo é mais intenso... com "pegada animal"...
Onde o impulso é o tesão, e não a lógica, sendo este o instinto.



Associe comigo:
Animais não pensam e não se preocupam com a higiene como a gente,
logo não sentem nojo de si próprios.

Eles ainda se atraem pelos cheiros do corpo (feromônios)
ligados a reprodução e a atração sexual. Como nós!!

Quer exemplos de como os animais são escatológicos?

Cachorros cheiram o cu um do outro
- este odor fornece informações preciosas, como a raça e até o estado de espírito do animal.
Animais marcam território com xixi,
e se você procurar no google, você encontra também vários tipos de vídeos
de macacos enfiando o dedo no cu e cheirando. - por instinto.

Eles não pensam se estão fazendo "o certo ou o errado", apenas agem conforme as suas condições.
E nossas condições sexuais humanas são o prazer. - e não só a reprodução.

Nós agimos semelhante aos animais, quanto a esses impulsos de nossa natureza animal
na hora do sexo e o prazer. E é na infância* que lidamos melhor com estes instintos.


Tanto agimos no sexo com o nosso “irracional”
que muitas pessoas só praticam scat no momento extremo* do tesão.
Assim, sem pensar muito. Pelo impulso instintivo do prazer.
E logo quando gozam bate aquela culpa depois, pois o racional volta "a reinar" os pensamentos.

A real é que desconsideramos os riscos e perigos da prática, pelo menos naquele instante.

Mas isso não quer dizer que não temos que nos policiar para podermos controlar
esses momentos, e não deixarmos sermos levados só pelo instinto.
Afinal de contas somos sim seres dotados de capacidade intelectual, racionais e inteligentes.

O bom scater pratica os seus desejos dentro da lei, com bom senso
(respeitam seus próprios limites e os limites do outro), consenso (apenas praticam
com quem estiver de acordo) e segurança (usando preservativos).

Aprender a lidar com o instinto e as vontades é o primeiro e mais importante passo. 
Afinal, um ser saudável não deseja o mal de ninguém.

Fugir do controle é ruim. E aí sim você terá um problema.


Ainda falando mais cientificamente sobre o assunto, vamos para a
Hereditariedade.

- O que seria hereditariedade?:
Transmissão das características genéticas entre os indivíduos.
Ou seja, aspectos físicos e psíquicos que são transmitidos 
dos ascendentes (pais) aos seus descendentes (filhos).

Algo como:
"se alguém da minha família for scater, eu também posso herdar essa característica".


Existem pessoas que afirmam com toda certeza que já nasceram adeptas ao fetiche scat,
sendo este um traço da sexualidade, sem o qual a excitação sexual se quer aconteceria.
Como também existem pessoas que acreditam que já nasceram com a orientação sexual definida.

Sinceramente, eu sempre me posicionei sobre isso, assim:

"Mesmo nunca tendo experimentado, posso sim sentir atração por alguma coisa.
Mas preciso ao menos conhecer “este algo” primeiro.
Eu não conseguiria nascer gostando de “uva” se “uva” não existisse/soubesse que existisse."

MAS.....

Seria possível ser um scater "de sangue"? Nascer assim?
Ou seja, ter herdado este fetiche geneticamente?


Eu não acredito nesta hipótese, mas confesso que tenho lá minhas duvidas.
Isso depois de uma experiência bizarra que me aconteceu envolvendo meu primo.

Resumindo o episódio:
Eu nunca tive um forte laço com o meu primo de sangue, e também
não passamos a infância* juntos para poder trocarmos informações sobre
desejos e gostos pessoais. Então, não tivemos nenhuma influência um do outro.
Mas, eu descobri recentemente, já na fase adulta, que ele também curte Scat.
Nós nunca trocamos informações sobre, então não temos nenhum
envolvimento psicológico quanto a isso.

A principio isso seria uma grande coincidência compartilhada nossa;
Se não fossemos contar com a mínima probabilidade
de encontrar alguém com o mesmo fetiche, tão próximo a mim.
(é alguém do mesmo sangue que eu!).

(leia mais sobre: Revelei meu segredo por uma enorme coincidência.)


A ideia de hereditariedade até faz sentido,
se partirmos que criatividade* comprovadamente pode sim ser herdada geneticamente.
Mas esta teoria envolve muitos estudos científicos difíceis,
além de ser contraditória e polêmica. Então prefiro não me aprofundar.

Então eu e meu primo tivemos uma relação hereditária ou foi uma estupida coincidência?...
Mistério que fica pro resto da minha vida.



4. OPOSIÇÃO

"Credo, que delícia."

A piegas frase "os opostos se atraem" pode fazer muito sentido,
principalmente com fetiches sexuais.

Praticamente todos os fetiches são relacionados a:
dor, nojo, perigo, ou "errado." - Todos estes sendo ideias opostas ao cotidiano.

- Sentir prazer pelo "errado".

"Uma pessoa tão bonita, fazendo algo tão feio..."
Cocô é tão errado, sujo, nojento... que pra gente se torna bom.

O próprio cu já é considerado "errado" (tabu) por muitos,
por ser uma zona erógena escondida ou mesmo por preconceitos.


Culturalmente as mulheres japonesas, por exemplo,
foram ensinadas a nunca peidar na frente de outras pessoas.
Por causa da proibição, o hábito se tornou misterioso e intrigante
para vários homens, que desenvolveram fetiche pela prática.

O ser humano gosta e se interessa pelo diferente. Isso é um fato.
Pelo curioso, pelo novo. Pelo não descoberto.

Então, pelo oposto daquilo que seria "o certo a se fazer".

A gente da risada quando algo da errado...
O oposto causa choque e surpresa. Como a comédia.
Já parou pra pensar que você sente "prazer" quando alguém cai no chão, por exemplo?
Isso é tão errado...
Não tem jeito, a gente sente prazer pelo oposto.


Algo oposto, no prazer mais intenso (sexo), se torna uma resposta de atração
sendo uma oposição racional instintiva* para o ser humano.

Tanto que o fetiche mais popular do mundo (e também bem oposto do convencional)
é o famoso BDSM, fetiche relacionado a dor.
Ninguém gosta de sentir dor! - Não é?
Mas no sexo esta opção se torna interessante para muitos. - Muito provavelmente
por ser uma oposição.

E esta resposta de atração pelo oposto, seria
uma possibilidade de auto-libertarmos de um trauma (ou fixação*)?

Algo reprimido na infância* relacionado a dor, nojo, perigoso ou "errado"
que buscamos lidar com isso, buscando a "solução" com o prazer?
Uma possível alternativa inconsciente para "o ruim se tornar bom"?
Faça suas próprias conclusões aí.


O fetiche scat poderia ser uma fuga de uma possível fixação* da fase anal,
ou "trauma" de infância*.

E todos nós sabemos que bastante gente tem complexos psicológicos e sociais com cocô...
Seja um trauma significativo, como o de cagar nas calças,
ou algo mais comum, como a impotência pela vergonha de fazer cocô em qualquer lugar.

Talvez, para muitos scaters, o fetiche seria algo do tipo “Agora SIM eu posso fazer isso!"
Existe algo mais libertador?


É... nada mais oposto do que sexo com fezes. Duas coisas tão distantes.

Resumo até aqui?
Só sendo muito criativo* e agindo com muito instinto* pra associar ao prazer,
dois opostos como cocô e sexo. - o algo "ruim" com o algo "bom".

(leia mais sobre: Boca e fezes: Os opostos se atraem.)



5. O EMOCIONAL

Esta teoria envolve vertentes, que sobrepõem-se umas às outras,
de acordo com a personalidade de cada pessoa.
- Então tem mais influencia (ou não) na vida de cada fetichista scater.

Vamos as vertentes da teoria do Emocional de cada um:


Amor próprio.

Aquele que se sente bem sozinho. - Ou se contenta com isso.
Consegue então sentir tesão, e se satisfazer com o seu próprio cocô.
- Este seria o Autoscater.

Por conta do momento vivido de cada um,
aliado ao fato cultural dos problemas de comunicação e afetividade,
é natural que surjam os fetiches bizarros e essas alternativas no sexo.

O amor próprio, 
leva a criatividade* daquele que se sente bem sozinho,
a conhecer o prazer pelo próprio cocô. 

Esta pessoa que se contenta em praticar o scat consigo mesmo,
muito provavelmente explora vídeos pornôs, e conheceu o fetiche por vídeos e imagens.
- E não com a presença de outra pessoa.

Eu, Gustavo, comecei a explorar e sentir prazer sozinho,
e continuo sendo um scater que também sente prazer com o próprio cocô.

(leia mais sobre: CyberScater e o AutoScater.)


SUBMISSO. / Insegurança? Entregar-se.

"Acredita-se que os desejos bizarros
sejam reflexo de um momento de crise sentimental vivido."

(leia mais sobre: Fetiche bizarros e seus porquês.)

Todo mundo já foi capacho ou sádico uma hora ou outra na vida.
Então todos nós temos a característica de submissão ou dominação dentro de nós.
Ou até mesmo um pouco dos dois lados.

Até por que o scater escolhe se prefere receber ou fazer o cocô na hora do sexo.
E é nessa hora que colocamos esse lado dominador ou submisso pra fora.


Agora falemos um pouco mais sobre o SUBMISSO;
A pessoa que se sente bem em deixar o outro no comando,
sentindo prazer com a inferioridade em relação ao outro.
Tem o desejo da submissão (leve ou hard**)
gostando da sensação de receber o excremento.

** Quando eu falo leve ou hard, dominador ou submisso,
você não deve associar os termos apenas a práticas envolvendo tapas, humilhação e afins..
Humilhação e afins seria uma prática hard.
Você pode curtir o fetiche de uma forma mais leve, sendo submisso para receber o cocô,
praticando a ideologia de uma forma mais carinhosa, não associando então a humilhação e afins.


DOMINADOR. / Ego e superioridade.

Ele fornece o cocô.
Tem prazer em "estar por cima", dominar.
(dominação leve ou hard)

Mais uma vez a prática scat se relaciona à comédia*, 
já que um dos princípios do humor é a superioridade e a oposição*.

O scater dominante sente prazer em associar o outro apreciando os excrementos dele.

Ver a pessoa sentindo prazer com algo que veio de dentro de você.

No ponto de vista mais hard, leva a humilhação e ao sadismo.


Intimidade.

Não há coisa mais intima, entre duas pessoas, do que ambas se verem cagando.

Casais normalmente demoram meses ou até anos para se sentirem a vontade
de soltar aquele "primeiro peidinho" na frente um do outro.

Então a ideia de cagar com a porta do banheiro aberta
passaria longe nos primeiros momentos de relacionamento.
Isso seria "só coisa de casado", tamanha intimidade.

mulher fazendo coco

Se essas fases de relacionamento fossem um videogame,
nós scaters estaríamos no nível "Chefão".

Adeptos ao fetiche Scat superam todas as intimidades e podem ser quem são totalmente.
Ambos, sem nenhuma pressão social ou julgamentos.

E apesar da prática ser totalmente fora do convencional, 
o fetiche se torna ainda mais libertador e excitante devido à quebra do tabu.

É a sensação gostosa de dividir esse momento mais intimo e verdadeiro possível.

Intimidade máxima em um momento de entrega, que é o sexo.
E poder confiar em alguém por isso.


O Extremo emocional.

Ter o desejo e sentimento de querer "sempre mais" no sexo.

No caso, aproveitar o sexo ao máximo, sentir o máximo de prazer,
envolvendo todos os sentidos do corpo. Cheiros e gostos. Tato e visão.
E o cocô proporciona todas essas sensações.

Querer aproveitar cada parte do corpo,
inclusive o que vem de dentro (literalmente). - infância*

Cocô é o recheio do cu, mijo é o recheio da buceta/pau.
Ele veio de dentro.

Merda, mijo, peido e cuspe seriam o recheio do sexo.
Seria como transbordar fisicamente o prazer intenso.

E ainda fazer a teoria da oposição* ser mais extrema e "passar dos limites".

"Sentir tesão no que é mais impuro e sujo da pessoa."


_
Conclui-se as 5 possíveis (e não comprovadas)
Teorias de como alguém pode gostar de Sexo com Cocô (SCAT).
São Elas: INFÂNCIA, CRIATIVIDADE, INSTINTO, OPOSIÇÃO  e O EMOCIONAL





Você percebeu que todas as teorias se completam,
e dependendo de sua personalidade, as vertentes da teoria 
O EMOCIONAL também se interligam?

Cada uma esta mais presente - ou não -
dependendo de cada adepto e o seu grau de tesão pelo fetiche scat.

Volto a ressaltar: Não existe um esteriótipo físico para amantes de cocô. 

Mas, pensando nessas hipóteses psicológicas, 
podemos sim ter algo em comum envolvendo a 
motivação de sentir prazer por cocô (e afins).

Vamos continuar pensando sobre.

Estas foram possíveis teorias, e não fatos,
pois eu Gustavo não estudo cientificamente sobre o assunto.
E elas não são comprovadas.

Eu só separei elas aqui porque as teorias me ajudaram muito
a entender o que se passa pela minha cabeça, do "por que sinto tesão em merda".



O que eu PRECISO QUE FIQUE CLARO para você, leitor:
A verdade sempre corta o tesão, mas aí vai...
O blog é um site fetichista.
Então nem tudo aqui é real - e você deve saber disso.

O objetivo do conteúdo é pra fazer você sentir tesão, ou
 fazer você pensar.
Apenas.

O blog NÃO é para influenciar ninguém a nada, nunca.

Não queremos ludibriar você a reproduzir nada do que esta escrito por aqui.

Desenvolver teorias sobre a psique humana 
é algo muito complicado e requer muito estudo.
Este texto aqui é só uma grande ideia e desabafo meu, ok?
Um estudo de auto conhecimento, eu diria.
É divertido e ao mesmo tempo difícil pensar sobre.

Então as considerações finais sobre o texto, e sobre você... ficam por você.
Vamos continuar sempre pensando.


O COCÔ EM SI...
...pra mim, sendo um scater, é:

Afinal cagar é bom. Nos traz alívio.
É a mesma sensação de estourar uma espinha.
De pressionar, e poder enfim soltar.

O satisfação em modelar e sentir a merda na mão,
a cor marrom que lembra o mais gostoso chocolate, 
ver o cu abrindo e saindo a merda em formato de massa,
o cheiro "ruim" traz a ideia pervertida de estar fazendo algo sujo e sórdido, 
e a quantidade sob o desejo de posse. De libertar-se podendo se sujar o quanto mais, melhor. 

Você tem parte da pessoa pra si, ou parte de você na pessoa. 
Como o presente e o recheio de seu corpo.

A merda fez parte de mim. E fazia parte dela, ou dele.

A consistência de cocô saudável e a temperatura quentinha 
me traz a ideia de que a merda esta fresca. Foi feita agora. 
Como o bolo quentinho que acabou de sair do forno.



E é preciso ser de alguém atrativo.
Alguém que sinto atração, fazendo algo "não atrativo" para muitos.

É por isso que não sentimos prazer em qualquer bosta. 

Ele é sujo, fedido... tão errado e tão gostoso.



- “Um fetiche é libertar as suas pendências e frustrações.
É buscar ser feliz da forma mais instintiva e criativa possível,
dentro de suas vivências passadas, causando oposições emocionais
prazerosas no presente e na vida futura. É satisfação.
E com bom senso, consenso, medida, segurança e
sendo dentro da lei, se torna saudável.”
  Gustavo Scat.


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12 comentários:

  1. li inteirinho.... esta de parabéns.

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  2. Eu não imaginava que exitia tanta coisa por trás desse fetiche... eu sempre gostei de xixi, mas comecei a me interessar por scat por causa so blog. Parabéns pelo belo trabalho Gu. Beijos da Alice. ��

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  3. Parabéns pelo trabalho de pesquisa. Achei tudo muito interessante. Acho que me associo a um pouco de tudo. Mas como tava explicando pra uma amiga que fizemos o fetiche juntos eu sempre tive uma sensação de prazer diferenciado ao fazer cocô e como se trata de algo muito íntimo parece que dar vontade de ver a pessoa fazendo, ver suas reações eu por exemplo amo ver a merda saindo do cu e também passei no corpo. Gosto muito do cheiro também. LBNJ

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  4. Que texto, meu amigo, que texto! Um trabalho de pesquisa minuncioso para um resultado excelente. Ainda que sejam teorias empíricas, há muitas coincidências nelas com o que eu e provavelmente muitos scaters vivemos. Isso daria uma pesquisa psicologia bem esclarecedora, ainda que eu acredite que a comunidade científica não desse a devida relevância que o trabalho mereceria. Quem sabe esse seu texto não seja o convite a pesquisa a alguma pesquisador que de repente esteja passeando aqui pelo blog. Mais uma vez parabéns pelo texto meu amigo!

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  5. Meus parabens gustavo ! Muito legal o texto.
    EU acredito profundamente que é parte anal da infancia que causa nós querermos esse fetish. Mas como você disse, cada um sabe, ou não sabe o que é. E tudo bem ! O importante se aceita.

    um forte abraço.

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  6. OLHA pessoal exite mais um motivo para gostar do scat que foi esquecido por completo: as pessoas que tem problemas de saúde intestinal, tais como a colostomia (vejam o presidente Bolsonaro), colites, diverticulites, doença de Crohn, prisão de ventre, diarréia cônica, etc. Estas pessoas precisam de gente que sinta tesão por elas, livre de qualquer preconceito. Todos tem o direto à felicidade sexual! por isto acho que o scat pode ser discutido de modo aberto e sem qualquer tipo de preconceito.

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  7. Um ótimo texto ! Bem escrito e mesmo quando que não tem poder científico foi muito bem explicado ... Eu tenho um pouquinho de conhecimento genético e esse assunto deveria ser discitido sim por pesquisadores tanto da área genética em conjunto com psicologia ... Como o em outro comentário o rapaz disse que talvez alguém se interesse por esse assunto realmente estou na torcida viu! Gostaria Ride está envolvida em alguma grade de iniciação científica para poder propor esse assunto, no qual me desaprovo muito interesse, pois não diria que sou uma scater por ainda não tive contato sexual com isso mas sou uma curiosa que amo ler a respeito e tenho conversado bastante com um scater que ajuda muito e vou ser sincera desejos sexuais por isso tudo vai aparecendo a cada conversa ... E como estava dizendo sobre a parte genética eu sou mãe tenho 03 filhos e cada um tem seu modelo de viver pois somos seres humanos diferentes mas já foi introduzido nas nossas conversas sobre cocô fetiches ( deixa eu explicar tenho a filhos adolescententes) e não me envergonho de cinveconv sobre sexo ou esclarecer muitas coisas a eles ! Voltando ao assunto já percebi que um dos meus filhos tem prazer em falar sobre o assunto e não tem tabu a respeito ... Ele diz que tem prazer no cheiro do próprio peido e etc ... Agora lendo a respeito disso tudo fiquei bem cutiosa a respeito ! Muita gratidão por esse texto

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    1. E muita gratidão por este comentário! De verdade, que bom ler isso. Espero que possa sempre dar uma passada por aqui. Esse tipo de recompensa que me motiva! Obrigado.

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    2. Eu que tenho que agradecer por vc ter criado esse blog que é bem informativo ainda mais para curiosas como eu ! E pode ter certeza que estarei de olho sempre... Fiquei feliz por vc ter gostado do meu comentário e que de alguma forma te motiva a escrever mais ! Bjs

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  8. Verdade a infância influencia mesmo, quando criança eu tinha um amigo que adorava cagar no mato e não se importava que eu ficasse olhando, ele cagava cada tora enorme e pastosa e eu ficava de pau duro olhando, uma vez pedi pra cheirar o cú dele pra ver se era fedido e ele largou um baita peido na minha cara pensa numa sensação boa!!! Mas quando criança eu nunca manipulei era mais visual, olhar. Acho que foi daí que partiu esse desejo.

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