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domingo, 2 de agosto de 2020

Você é um scatter responsável? - Falando sobre os nossos próprios limites e influências.


por Gustavo Scat (Loiroomegle)

Você não precisa quebrar seus limites. Não haja com irresponsabilidade.
- Essa é a frase mais direta que eu poderia começar esse texto, e talvez se você entendesse o que eu quero dizer, você nem precisaria continuar essa leitura.

Eu vou tentar escrever este artigo não focando no tema "saúde", afinal, eu já escrevi um texto bem completo a respeito desse assunto. Se você ainda não o leu, te indico (e muito):
Sua saúde não pode dar merda! - Um choque de realidade pra você.

O tema deste artigo agora é "responsabilidade, limites e influências".

"Limite", pra mim, é um assunto ainda mais difícil de se escrever.
Digo isso porque há seis meses atrás eu escrevia todo um texto sobre os tais limites, com o titulo "Tem gente que passa dos limites, sim!" - E depois de ler e reler alguns trechos hoje em dia, pesquisar mais ainda a respeito do tema e estudar e tentar entender algumas pessoas, agora seis meses depois...
Eu mudei alguns pontos de vista.

Eu vou mostrar pra vocês alguns trechos de pensamentos que eu escrevi lá trás, meses antes:


"Tem gente que passa dos limites sim! - E isso não é legal.

(...)Meu papel depois do que tudo isso se tornou é: ser sensato. O “amigo” que também precisa te dar uns conselhos chatos. Então se hoje você só tá na vibe do tesão: eu te aconselho uns vídeos, talvez uns contos ou até outros textos eróticos. 
Tenho muito medo de como algumas pessoas possam interpretar tudo o que eu posto e escrevo, então eu fico mais aliviado em dar uns puxões de orelha de vez em quando. E me sinto muito mais completo trazendo informações sobre o sexo com cocô, do que deixando essas informações omitidas.

Acho que "passa um pouco do ponto" dar dicas como: “é tranquilo e nada pode dar errado quando se come cocô. Comigo sempre deu certo.” - Isso pode não ser verdade e eu já li coisas assim por aí.
A sinceridade é: Pode dar errado. Pode trazer doenças.
O mínimo que você precisa é se cuidar e saber que você vai correr o risco em prol de felicidade ou prazer. E aí a escolha é sua, afinal você é livre e deve fazer de uma forma legal e consensual."

- Até então eu concordo com todo o meu desabafo, ainda. Bom, vamos continuar a leitura do texto que eu havia escrito:

"(...)Quando você deixa de ser produtivo na vida, só pensa nisso, não consegue dormir bem, deixa de perder até oportunidade de emprego em função de um fetiche ou sexualidade.... você não está balanceando as coisas. Gente, estamos falando de vida real. Ignorar a sua saúde e os seus limites pode ser irreversível.
E como bom advogado do diabo que sou - as vezes - um fetiche como o scat pode ser saudável sim ao ponto de aceitá-lo, entendê-lo e praticá-lo com o tão falado "bom senso" que eu tanto menciono por aqui! 

Você acha que vale a pena esfregar na cara dos baunilhas* (*aqueles que só curtem o sexo comum / sem fetiches) o seu gosto?? - Só se isso for um fetiche também... Mas você é capaz de assumir as consequências? Você seria forte o suficiente se você viralizasse por aí sendo ridicularizado, perdesse uma carreira profissional ou até mesmo afastasse aqueles que te amam? 

Eu leio gente que ficou doente porque comeu cocô (sim, isso pode acontecer. eu disse “pode”) e que enxerga isso como um desafio. (?!)

E gente, é um saco falar sobre essas coisas em um blog onde provavelmente você está procurando putaria, mas muito do que eu vejo por aí me deixa preocupado. 

Se você acha que precisa ir ao médico para dar uma checada geral na sua saúde de vez em quando, por que não??
Se você sente no seu coração que gostaria de ir em um psiquiatra/sexólogo desabafar sobre tudo o que você sente, e se conhecer ainda mais - como eu fiz - faça!! 
Leia: Fui pela primeira vez em um psicanalista sexólogo, para falar sobre os meus fetiches.

Mais do que tudo precisamos ser ousados da maneira certa nessa vida, tá? Se não a gente não pratica bosta nenhuma (lê-se num tom duplo). Então se cuidem. (mesmo.)".


O que me motivava escrever um desabafo desses aí de cima meses atrás, foi uma gama de irresponsabilidades que eu vi (e ainda vejo) sendo feitas em algumas redes sociais em nome do fetiche scat. Muita gente realmente faz coisa errada...

Mas coisa errada acontece em qualquer área da vida, não só no scat... não é não?
Aí eu não publiquei o texto. Preferi deixar o tempo passar e as coisas darem uma esfriada... Tentei entender o que eu estava querendo dizer sem deixar de ser sensato.

Então eu preferi conversar com algumas dessas pessoas que eu pré-julgava. Muitas dessas discussões e pensamentos eu trouxe pra vocês como fonte de informações em postagens bem polêmicas.
E por mais que eu ainda tenho opiniões formadas por algumas atitudes, eu mudei minha forma de pensar - aquela dos seis meses atrás. Tanto que eu não havia publicado aquele texto até hoje.

Acontece que, veja bem...
Uma pessoa que não curte scat pode chegar até mim e dizer:
- Você passa limites se você esfregar cocô pelo meu corpo, se você segurar ele na mão... você já passa dos limites quando acha que cocô pode te dar prazer!.

- Então na cabeça dessa pessoa, eu estaria passando dos limites (dela) - já que eu faço tudo isso que ela disse.

Da mesma forma que eu, sendo um adepto da prática, posso falar que:
- "Quem engole merda está passando dos limites......" 

Mas passado dos limites de "quem"? - Esta é a grande questão.
Afinal os "meus" limites não são os mesmos limites de uma outra pessoa.

- Adendo: Limite é diferente de bom senso. É preciso ter bom senso, por exemplo, para praticar qualquer fetiche que seja de uma forma consensual e dentro da lei.

Entende onde eu quero chegar?

Acontece que todos nós corremos vários riscos na vida, diariamente.
Cabe a nós julgar qual deles valerá realmente a pena.


Agora falando como um possível influenciador digital (odeio esse termo kk) eu tenho me preocupado com algumas mensagens que eu recebo, e a carga de responsabilidade que eu criei "sem querer" por falar sobre o tema de forma pública na internet.
Alguns exemplos de mensagens que eu recebo: "Gustavo, acabei virando um porco completo depois de conhecer o blog", "comecei a ter coragem de engolir merda", "como eu faço pra gostar de cocô como você?".....

Galera, vamos lá. Assunto sério agora:
O meu objetivo aqui NÃO é (e nunca será) te influenciar.
- Tanto que espalhei alguns avisos em cor de rosa em vários lugares do blog mencionando que "O conteúdo tem intuito único de fetiche. Nunca reproduza o que publicamos".
Ou seja, procure curtir o seu fetiche sem precisar reproduzir o que foi escrito ou assistido (no caso dos vídeos pornôs).

Meu objetivo aqui no QueroScat, além de tentar encontrar adeptos, é ajudar, aqueles que já são scatters natos e aqueles que já se interessavam por cocô e/ou não tinham descoberto isso ainda, a se entenderem e se auto-aceitarem.
Mas dentro dos SEUS próprios limites.

Você não precisa (em hipótese alguma) fazer o que eu faço nem o que as outras pessoas dos vídeos fazem. Principalmente se você nunca fez algo do tipo na vida e é um iniciante.
Você não "precisa" quebrar as suas próprias barreiras, pular fases, quebrar um score... afinal isso aqui não é uma competição "de quem faz ou deixa de fazer" ou ainda "de quem é o mais ousado e porco". Isso não é um jogo de vídeo game. Você não vai ser “menos fetichista” por isso.

Você não deixa de ser menos "scatter" se você gosta apenas de assistir vídeos ou ainda curte apenas ler sobre o assunto e pronto. Só isso. Esse é o SEU limite.
(Leia: O CyberScatter e o AutoScatter. para você ver que existem pessoas que só gostam de assistir vídeos ou praticar scat sozinhas)

Saiba se respeitar e agir com responsabilidade, afinal este é o SEU corpo e quem pode sofrer as possíveis consequências é você. Então jamais seja influenciado pelos vídeos, textos, por mim ou por qualquer outra pessoa.


Você sabia que uma atriz de scat chamada Eva sofreu uma grave infecção indo até parar no hospital por "passar dos limites" do próprio corpo e quase morreu?

Eu falo pouco sobre os riscos pela intensão lúdica do blog - afinal você vem aqui pra se entreter, se fosse para se informar apenas sobre saúde você procuraria um médico. Mas não podemos agir como se esses lados negativos não existissem (e é essa irresponsabilidade que eu vejo muito por aí)

Então eu concluo aqui um texto sobre responsabilidade, e não sobre limites.
Uma pessoa que pré-julga um fetichista, também passa dos limites.

Não seja irresponsável, tenha bom senso, respeite os seus próprios limites e não deixe se influenciar negativamente pelos outros. Desde que você esteja fazendo algo dentro da lei, dará tudo o mais certo possível.
Curta o fetiche com fluidez. Eu demorei ANOS (13 anos pra ser mais exato) pra entender o que eu curtia, ir experimentando aos poucos e entender até aonde eu posso e devo ir, prezando a minha própria saúde e sendo responsável comigo mesmo.


Ainda quero que vocês se cuidem (mesmo) viu? <3 Fisicamente e mentalmente também.

Qualquer coisa me escrevam. Eu aprendo muita coisa com vocês.

- E se ainda assim você quer ser influenciado com o que eu digo:
Por favor, NÃO ENGULA COCÔ. (risos)

Até!

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