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segunda-feira, 8 de junho de 2020

A opinião adversa de Leon, sobre o texto da minha ida ao psicanalista sexólogo.


por Gustavo Scat (Loiroomegle)

Mesmo com opiniões diferentes, nós dois temos interesses em comum: cocô.

Antes de mais nada, se você ainda não sabe... em 2019 eu fui em um psicanalista sexólogo falar sobre os meus fetiches. Foi uma fase muito importante da minha vida, um divisor de águas eu diria.

Link do meu texto:
Fui pela primeira vez em um psicanalista sexólogo, para falar sobre os meus fetiches.

Este foi quando relatei que sentia tesão em cocô para um profissional a área de psicologia e sexologia. - Neste dia eu gravei a nossa conversa e transcrevi toda a experiência e diálogos em um texto. Então, se você ainda não leu este texto - que eu considero um dos mais importantes do blog - leia-o antes para prosseguir, para você entender a opinião de Leon.

Agora vamos lá... Se você ainda não conhece o Leon, ele é um amigo meu que também tem um blog sobre scat e é uma personalidade bem conhecida entre nós adeptos ao sexo com merda, e que dias atrás me contou ter opiniões adversas sobre algumas coisas que o psicanalista/sexólogo me pontuou no dia da minha consulta.

- Leia também: Entrevista Scat | Especial: Leon Scat do blog "Scat Debate"

O Leon chegou até a fazer uma chamada de vídeo ao vivo no Facebook, para expor a sua opinião aos seus seguidores.

Leon em sua LIVE no Facebook.
 - Esta divulgação de imagem foi previamente autorizada.

Depois, ele transcreveu toda a opinião em um artigo para o seu blog chamado "Scat Debate", e que agora você também poderá ler a opinião dele por aqui.


Segue o artigo escrito por Leon, sobre a sua opinião, da minha ida ao psicanalista sexólogo.
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A psicologia e o scat: debatendo alguns pontos

 Autor Parceiro Este texto foi previamente autorizado a ser replicado.
por Leon Scat. 38 anos, hétero, SP.

Meu amigo Gustavo, do blog queroscat.com, fez um post belíssimo, em que relata uma consulta sua ao psiquiatra, para falar sobre sua sexualidade que tanto adora: o scat. Vejam o post completo aqui.

O texto é bastante esclarecedor, mas gostaria de questionar alguns pontos que considerei importantes e os quais também discuti em uma live em meu perfil no Facebook

Vamos aos apontamentos. O psiquiatra, denominado de Marcelo, diz que "se você tem o fetiche como principal, você pode ficar nervoso na hora de uma relação. Essa é a parte ruim. Sua vida sexual não estar boa." De fato, quando um determinado ponto da sexualidade é mais importante que o sexo em si, isso acaba trazendo alguma perturbação, CASO VOCÊ QUEIRA TER UMA RELAÇÃO SEXUAL DITA NORMAL (ou convencional). E aí está a questão... você, scatter, QUER TER uma relação sexual convencional? Eu não faço a mínima questão. Prefiro mil vezes buscar o que realmente curto a fazer algo que não curto. Afinal, esse é pra ser um momento de prazer e não de chateação.

Aí, o psiquiatra então alega que, se você não tiver uma constância sexual bacana, sua vida, como um todo, pode não estar legal. Ele diz isso baseado em valores sociais e morais construídos ao longo de milhares de anos e reproduzidos pelas pessoas (inclusive por ele), quase que involuntariamente. Poucos são os que questionam as regras e convenções sociais, no intuito de quebrar paradigmas ou status quo. Pergunto: é preciso mesmo que sua vida sexual esteja frequente para que você esteja bem num todo? Uma punheta bacana vendo seu fetiche favorito não resolve? Acredito que aí vai de cada um, de cada organismo, de como você realmente se sente... Lembrando que você deve, ao máximo, se autoconhecer e ser honesto consigo mesmo, com relação aos seus sentimentos e estado de espírito.

Eu falei sobre masturbação. E o Marcelo me contesta. Diz ele: "A masturbação é boa e ruim. Ela é boa porque ela é uma descarga. No homem, o saco escrotal encheu de esperma você tem que expelir. No caso pra nós homens, é uma necessidade. Tá bom? O problema é que vai cada vez te isolando mais. Isso com o tempo, eu quero dizer. Tem homens que tem 20 anos, 30 anos, 40 anos... E se masturbam, a masturbação vira um vício. Entendeu? E cada vez mais eles se isolam porque precisam menos ainda "da outra" ou "do outro". E aí que acho que é esse o problema psíquico. O problema psíquico é o isolamento."

Não vejo o isolamento como um problema (e aqui retorna aquele questionamento sobre os valores construídos pela sociedade). Não precisar da outra pessoa para o que quer que seja na vida é, definitivamente, do meu ponto de vista, uma virtude. Você deve ser independente em tudo. Na sua vida financeira, espiritual e emocional. Se você se sente bem em não se relacionar com outro ser humano, tá tudo lindo! Significa que você está consciente de que seu ser o preenche completamente e sua companhia o satisfaz. No momento em que você sentir necessidade de buscar uma companhia, você vai e busca. Se nunca sentir isso, tá tudo certo! As pessoas não são iguais! Não precisam ser iguais! Muito menos encaixarem-se em padrões sociais! Você é único! Seja você mesmo! Liberte-se do uso de máscaras! Seja autêntico! Ame-se, antes de qualquer coisa!

Perceba como o médico faz ilações de acordo com as normas sociais que ele mesmo vivencia, já que não pode ser separado da sociedade.
Gustavo: Sou uma pessoa doente?
Marcelo: Não. Tipo ó, deixa eu pontuar: Em relação ao seu fetiche: não.
Agora, você pode ter uma vida sexual doente? Sim. Em relação à insegurança. Então vamos imaginar que você não dorme direito... Você fica mal?
Gustavo: Sim...
Marcelo: Você não transa direito, você fica mal? Fica mal. Então você é doente? Não, mas você pode estar adoecido por causa da qualidade da sua vida sexual. Se não, você não vai conseguir ser pleno.


Gente, há plenitude sem vida sexual sim. Assim como há plenitude com ela. Como há plenitude em contemplar a natureza, os pássaros, em fazer uma viagem, em curtir a família... Podemos ser plenos com ou sem qualquer coisa, desde que sejamos honestos conosco mesmos. Que saibamos o que queremos, o que buscamos. Para isso, o autoconhecimento é essencial. Sempre! Até para saber se você realmente curte ou não o scat. Digo isso porque vejo muitos curiosos apenas se intitulando amantes da prática. Não que não possam ser... mas busquem uma certeza! Um norte para a vida! Parênteses feitos, continuemos.

O profissional da saúde, então, faz um apontamento interessante. Diz ele, ao Gustavo: "Você tem um tipo de excitação que foi produzido de forma inconsciente, não é consciente, que tem um pouco mais de dificuldade de adaptação social. Pra maioria das pessoas, por senso comum, não é muito desejável." É isso que precisamos mudar. Não estou dizendo que as pessoas devem amar o cocô e o torná-lo desejável da noite para o dia, mas sim, tentar evitar a sensação de nojo e, principalmente, o julgamento com relação às pessoas que amam a prática. Vamos abrir a mente e ampliar nossa capacidade de compreensão. O scat é uma de inúmeras formas que existem de sentir prazer. Não há mal algum nisso. Quem pratica não é doente mental, não é um porco imundo, não é uma pessoa repugnante. Pelo contrário. Você pode conhecer um scatter mega gente boa, super asseado, cheiroso e nem saber que ele é scatter. Se você descobrisse que seu amigo ou amiga que tanto curte é scatter, isso mudaria a imagem que você tem dele ou dela? Você o(a) julgaria? Seus sentimentos por essa pessoa mudariam?

Precisamos eliminar a questão da adaptabilidade social, que também é intrínseca à mente do psicanalista. Veja o que ele diz: "E como você "se vê" nesse fetiche, em relação à sociedade? Então você se vê... é... meio "ET" entendeu? (risos) Tipo, não permitido, ou uma coisa errada... "que tira o seu valor"... e te "descrimina como pessoa"."  Lá vou eu argumentar. Eu não me vejo como um ET. Muito pelo contrário. Sempre me aceitei e procurei entender cada vez mais minha natureza scatter. Se nós, scatters, nos vermos como ETs, é claro que a adaptabilidade social será cada vez mais difícil a esse tipo de sexualidade. Nós, scatters, precisamos entendê-lo como normal e tratá-lo de forma natural. Esse é um grande passo e um dos caminhos para eliminar, ou pelo menos reduzir, a questão da adaptabilidade social. Quanto mais natural e comum uma coisa é, menos as pessoas se impressionam.

Sobre a prática do scat em si, Marcelo também faz algumas ilações com as quais não concordo. Ele diz que a fixação no cocô é puxada para o lado da humilhação. Veja:
Marcelo: Mas eu acho que a sua questão é o nojo.
Gustavo: É! Mas é mesmo.
Marcelo: Se a questão fosse fixada no cocô, vira essa coisa de humilhação... Mas não é fixado só no cocô, é fixado em outras coisas também. Então parece que tá muito mais ligado à questão do nojo.

O Gustavo gosta de outras coisas sim, como saliva, cheiros, etc. Para ele, de fato, o nojo pode ser a mola propulsora por trás disso. No meu caso, eu só gosto de cocô, cheiro de cu fedido e peido. Ou seja, meu motor de excitação, em primeiro lugar, é o cheiro. Sou fixado basicamente no cocô e no cu. Não curto humilhação. Para mim, funciona como um ato de intimidade extrema entre duas ou mais pessoas. Você não vê o cu das pessoas do nada. Mesmo que a pessoa esteja nua, precisa abrir as nádegas dela para ver o cu. Ou seja, é íntimo. Quantas pessoas você viu cagando durante sua vida? É raríssimo! Algo de enorme intimidade. Que dirá então, cheirar, lamber, comer o cocô de alguém. É mega hiper ultra íntimo! Isso é o que me atrai. Ir até o fundo da alma sexual da pessoa. Pegar o que tem dentro dela e colocar dentro de mim (quando engulo um pouco). Sentir seu cheiro que ninguém sente. Íntimo demais. Mas gosto disso com carinho, com prazer, não como se fosse uma humilhação, como se eu fosse obrigado àquilo, com gritos, ordens e tapas, como se fosse um ser inferior. Então, o médico se mostra contaminado pela maneira como o scat é visto por muita gente. Não se pode generalizar isso, pois cada um sente de uma maneira e tem um gosto, um detalhezinho peculiar que desperta o tesão. Tem quem goste da situação da humilhação? Sim! E tá tudo certo! Mas eu não curto e amo cocô!

Para encaminhar a parte final, mais dois pontos. Esse eu acho que o Marcelo analisa e explica muito bem. Veja:
Gustavo: Eu tenho como dar um gatilho em alguém que não gosta? Por exemplo: Começo a namorar uma pessoa. Ela nunca teve essas experiências. Eu tenho como fazê-la gostar? Não é que eu vou impor isso, mas existe a possibilidade "dela" começar a gostar?
Marcelo: Só se ela já tiver isso. Isso você "não coloca". Ela pode ter e ela não saber... (risos) Mas você não coloca. Porque isso é um processo inconsciente na primeira infância. Essa pulsão. Essa energia. Esse tesão. Agora lógico, ela pode "aceitar".


Realmente, é muito difícil fazer alguém gostar de um fetiche. Impossível acontecer? Nada na vida é impossível. Porém, é bastante difícil. Separei esse ponto porque muita gente sempre me pergunta. Como você faz para falar com a pessoa com quem você está que você curte scat? Como convencê-la a fazer com você? Não dá para fazer isso, gente. O que pode acontecer é a pessoa fazer scat porque gosta de você e não do fetiche. Então ela faria por você, pelo seu prazer, para realizar seu desejo, não porque ela tem tesão naquilo. Confesso que não curto desse modo. Primeiro, eu não tento explicar nem convencer ninguém de nada. O que eu faço é já procurar pessoas que curtam scat, justamente por achar que não vale a pena o desgaste de ter que falar e explicar tudo. Não vale o emprego da minha energia nisso. Em segundo, porque eu acho que a realização sexual deve dar prazer a todos os envolvidos. Se a pessoa faz porque gosta de você e não do fetiche, ainda que ela se sinta bem com isso e tenha lá seu prazer (mesmo que não seja possível eu medir), você nota que não há um envolvimento de tesão. Pelo menos, nunca notei. Isso é instinto. Vem do fundo do ser. Gosto mesmo quando as pessoas já sabem o que vai acontecer, já vão propensas àquilo, a ter prazer naquilo. Por isso, não tento explicar meu desejo para ninguém que eu ache que não curta. Jamais saberei, mas prefiro poupar minhas energias.

Para finalizar, o psiquiatra ressalta que scat não é doença, mas destaca a questão do social:
Marcelo: "Então o que eu quero é que você saia daqui pensando: "Ah, então tá de boa, isso que eu tenho é normal... o problema é a adaptação social." O nosso tempo tem um pouquinho mais de dificuldade de aceitar, do que outros fetiches. Então o problema é social. O problema é de norma de conduta. Não tem nada a ver com doença. "Vou perder o fetiche?": Nunca. "E o que fazer pra me adaptar socialmente?": Eu vou fazer isso me atrapalhar o mínimo possível. Porque eu preciso me adaptar ao social também. Eu vivo em sociedade".

Três pontos aqui. Primeiro, você não vai perder seu fetiche. A menos que aquilo seja uma fase que você esteja curtindo no momento, se for mesmo da sua sexualidade, do seu instinto, da sua pulsão, você jamais perderá. Aceite que dói menos. Isso vai te acompanhar pela vida toda. Mesmo que você sufoque, que reprima, ainda estará lá, esmagado, asfixiado, dormindo. Mas estará lá. Segundo, não é doença. Ele disse que as pessoas do nosso tempo ainda não entendem socialmente o scat. Vamos tratar o tema de forma cada vez mais natural. Aos poucos, a resistência some. Mas doença, jamais. E, por fim, em terceiro, tem gente que não dá a mínima para as regras ou normas sociais. Tem pessoas que, literalmente, cagam para as moralidades construídas. Somente assim se quebram os paradigmas. Questionando, argumentando, filosofando, refletindo, conhecendo, desenvolvendo sua mente. Se você é dessas pessoas que não está nem aí para o que os outros pensam ou o julgamento que fazem, seja feliz, assuma-se scatter na sua plenitude e viva como se não houvesse amanhã. Um dia, ele não haverá, mesmo.

Um forte abraço a todos e, qualquer coisa, me chamem nas redes sociais. Um cheiro no cu!
Facebook: facebook.com/leon.scat/
Twitter: @LeonScat2
Skype: amocheirarmerda@hotmail.com

Texto extraído do blog scatsexo.blogspot.com de autoria de Leon Scat.
Escrito em maio de 2020 - Todos os direitos reservados.
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Leon também é um Autor Parceiro do blog QueroScat. 
Para ler mais textos dele, clique aqui.


Agora, eu Gustavo, volto a repetir:
Mesmo com opiniões diferentes, nós dois temos interesses em comum... Cocô! ;)

E aí, depois de ler o meu texto e o artigo do Leon... qual é a SUA opinião?

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